11.21.2011

brilho

Eu vi brilhar. Uma luz diferente, única. E a única coisa que pude fazer, foi sorrir. Essa luz, tão inesperada, tão marcante, me deu a certeza de continuar, de querer mais, e de agradecer.
Esse brilho surgiu nos seus olhos. Eles já brilhavam. E continuam brilhando. Mas, naquele momento, eu vi brilhar mais intenso, mais forte, mais sincero. E apesar de eu não perguntar mais as razões da vida, não consigo acreditar nesse presente que eu estou recebendo. Na profundidade disso. De como faz bem, como faz eu querer fazer bem. Quero melhorar. Quero ser melhor para você. Já sou melhor por sua causa. Já sou feliz porque vi esse brilho. De poder partilhar. De poder ver seu sorriso, sua risada, seu olhar profundo, de poder admirar-te. Me perco tanto em você que viro eu mesmo, simples puro.
Quero ser seu abrigo, compartilhar suas lágrimas, virar seu amigo, roubar seus lábios, ter seus abraços, nos perder em carícias, ver juntos o fim do dia...

e sempre, sempre, quero esse brilho.

11.07.2011

Durante muito tempo eu questionava os motivos do universo. Porque algo acontecia? Como isso refletia em mim? Minhas buscas pareciam intermináveis. Ansiava respostas. Acreditava percorrer um bom caminho, boas buscas, boas tentativas, e enormes conquistas.
Mas o que eu não sabia, conscientemente, é que estudar o caminho é metade dele. Ninguém vive o caminho sem percorrê-lo... os sinais começaram a aparecer, pedindo para eu voltar para a paz. Parar de encher a cabeça, usar a razão, minha grande amiga e pior inimiga, e viver. Simples. Simplicidade...
Sem entender direito, acho que acabei me permitindo levar. Parei de questionar o universo. Me deixei levar por ele, de coração aberto. Re-conheci pessoas velhas, conheci novas... me deixei ser somente um canal.

Vieram coisas boas. Sinais novos.
E viro novo compasso de espera. Será?

9.26.2011

limbo.
vivo o limbo, o entremeio, o espaço. Não estou em lugar algum. Passo a permear dois mundos, odiá-los, respeitá-los, e sem sucesso, entendê-los.
Existo e não pertenço.

Há de se saber se existe algo melhor do outro lado. Ou fico pelo meio.

6.22.2011

velha terra

Antigo sonho
Nova realização
Visitar o passado
Pisar o novo chão

Percorrer o velho caminho
Buscar a história
Aprender a viver sozinho
A hora é agora

Ver o conhecido
Descobrir o infinito
Renovar

É partir
Sabendo que tu me esperas
Ao regressar

É saber
Que o melhor está por vir
E sorrir

Porque vou sabendo que volto
Porque volto sabendo que amo
E amo, porque conseguimos amar.

6.14.2011

estória

Heróis e mocinhas
Animais e fantasias
Preenchem a história
E ganham vida

Romance, suspense
Medo, amor
A gente já sente
E segue com uma flor

Nós já somos
Novo livro a escrever
Nova estória a se viver

Beijos e desejos
Lampejos e segredos
Já o somos, e seremos.

6.07.2011

garotos

Leoni já escreveu o que eu queria dizer...


Seus olhos e seus olhares
Milhares de tentações
Meninas são tão mulheres
Seus truques e confusões
Se espalham pelos pêlos
Boca e cabelo
Peitos e poses e apelos
Me agarram pelas pernas
Certas mulheres como você
Me levam sempre onde querem

Garotos não resistem
Aos seus mistérios
Garotos nunca dizem não
Garotos como eu
Sempre tão espertos
Perto de uma mulher
São só garotos

Seus dentes e seus sorrisos
Mastigam meu corpo e juízo
Devoram os meus sentidos
Eu já não me importo comigo
Então são mãos e braços
Beijos e abraços
Pele, barriga e seus laços
São armadilhas e eu
não sei o que faço
Aqui de palhaço
Seguindo seus passos

Garotos não resistem
Aos seus mistérios
Garotos nunca dizem não
Garotos como eu sempre tão espertos
Perto de uma mulher
São só garotos....
São só garotos....

Se espalham pelos pêlos
Boca e cabelo
Peitos e poses e apelos
Me agarram pelas pernas
Certas mulheres como você
Me levam sempre onde querem

Garotos não resistem
Aos seus mistérios
Garotos nunca dizem não
Garotos como eu
Sempre tão espertos
Perto de uma mulher

Garotos não resistem
Aos seus mistérios
Garotos nunca dizem não
Garotos como eu
Sempre tão espertos
Perto de uma mulher
São só garotos...
Perto de uma mulher
São só garotos...
Perto de uma mulher
São só ... garotos...

5.25.2011

fatos da vida.

Texto retirado do blog www.rafabarbosa.com. O nome do cara é o mesmo do meu, e este texto reflete minha condição divina...

(...)

De acordo com a cultura popular brasileira, Santo Antônio é o santo responsável por encomendar, via intervenção divina, o casamento de seus devotos (na grande maioria devotas, claro). Ou seja, ele é o Santo Casamenteiro. Refletindo um pouco sobre a minha vida nos últimos anos, cheguei a conclusão de que eu sofro da Síndrome de Santo Antônio.

Você deve estar se perguntando nesse momento o que se trata essa tal de síndrome de Santo Antônio. Bom, se acompanhasse a minha vida saberia exatamente o que quero dizer com isso, mas, se essa é a primeira vez que você acessa esse diário virtual, sinta-se em casa e deixe-me explicar o que isso quer dizer.

Basicamente, toda garota pela qual me interesso ou me interessei nos últimos anos arrumou um namorado ou voltou com o ex-namorado. Em alguns casos, houve até noivado, o que me coloca no rumo certo da canonização pelo Vaticano.


Tire esse sorrisinho da cara, pois a minha situação não é nada engraçada. Eu não pedi esse “poder divino”. Aliás, eu odeio o fato de exercer esse tipo de influência no destino das pessoas. Mas, é inevitável que isso vem se tornando algo deveras desagradável.

Tudo começa mais ou menos assim:

Rafael: Nossa, cara. To afim da X, hein. Vou investir.

Amigo: Boa, garoto. Vale a pena. Boto fé.

Rafael: Valeu, amigo.

Começo a investir na garota. Chamo pra sair, masco, masco, converso e combinamos um dia pra sair.

A partir do momento que desenvolvo o interesse e começo a conversar com a garota, há uma espécie de pequenas coincidências organizadas ao acaso no universo que contribuem para os seguintes casos:

Menina 1: Nossa, Rafa. Acho que o cinema não vai rolar.

Rafael: Ah, por que não?

Menina 1: Então… é que eu voltei com o meu namorado. Percebi que eu amo aquele cara mais do que tudo no mundo e morreria se não voltasse com ele. Vamos no cinema amanhã. Digo, não eu e você, mas eu e ele.

Rafael: Ok. Morra.

Na maioria dos casos, o fato de chamar a garota pra sair desperta nela sentimentos adormecidos pelo ex-namorado que até então ela ignorava. E eles voltam com tudo.


Outra situação hipotética da Síndrome de Santo Antônio:

Rafael: E ai, fulaninha. Tá de pé aquela nossa saída, né?

Menina 2: Claro, Rafa! Nossa, hoje vou numa festa. To meio desanimada, mas né? Tenho que ir.

Rafael: Pow, vai lá. Boa festa. Aproveita.

Menina 2: Pode deixar que aproveito sim.

No dia seguinte…

Rafael: E aí moça, como foi a festa?

Menina 2: Perfeita, Rafa. Fiquei com o Fulaninho. Foi tão lindo.

Rafael: Legal.

Dois dias depois…

Menina 2: Raaaaaaaaaaaaaaaafa!!!!!

Rafael: Eu! (com um sorriso na cara e uma felicidade extrema por não ter sido eu a puxar papo dessa vez)

Menina 2: TO NAMORANDO. NA-MO-RAN-DO! TENHO UM NAMORADO E ELE NÃO É VOCÊ.

Rafael: … (Acabou de se enforcar no quarto).

Chega a ser irritante esse tipo de coisa. Não sei se já contei aqui no blog, mas no carnaval de 2007 (o ano em que eu estava demais no quesito ‘pegar mulher’) fiquei com uma garota. Era na cidade de Raul Soares, conhecida pelos términos de namoro às vésperas da grande festa da carne.

Não sabia que a garota em questão era adepta dessa prática até o momento em que, abraçados, ela olha para o Trio Elétrico do mestre Luciano Olimpo e se depara com o ex-namorado rebolando, dançando e chamando a atenção das outras fêmeas no local.

Obviamente ela me largou e voltou com o cara…

Sim, amigos. Acredito que em breve, dentro de alguns anos, terei igrejas construidas em meu nome ostentando várias imagens e esculturas com a minha aparência. Meu apartamento se tornará um lugar santo, visitado por mulheres de todos os cantos do mundo (que não terão o menor interesse sexual ou amoroso em mim, por assim dizer).

Pesquisando na internet não achei nenhuma cura para a Síndrome de Santo Antônio, o que diminuiu um pouco as minhas esperanças. Mas, como sou um cara que está sempre de bem com a vida, não vou me deixar abater. Com grandes poderes vem grandes responsabildades, mesmo que sexo não seja uma delas.

Com tanto santo legal por aí, com poderes legais, me sobrou logo aquele com o poder de fazer as pessoas se casarem. Sacanagem comigo, hein Deus? Seu fanfarrão.


Rafa Barbosa, eu compartilho sua dor. Também tenho esse poder...