bom, só para me lembrar que eu não abandonei isso aqui.
Resolvi largar uns bocados de medo, me colocar um pouco de coragem e esperança e ir viver.
Depois eu volto.
"Ele sentiu, pela primeira vez, que a vida era um dom fácil" (Manuel Bandeira)
6.30.2008
6.21.2008
Ágape
Não esperar nada em troca e receber tudo o que você precisava.
Isso aconteceu comigo hoje. Fiquei mal por um momento, por ver como posso ser mesquinho, mas ao mesmo tempo, tive uma lição de humildade e fé que nunca irei esquecer.
Obrigado a todos que fizeram isso possível.
Aliás, contei algo pessoal que nunca imaginei que contaria com tanta facilidade. Até me choquei com isso...
e outras coisas boas estão surgindo. Se Deus quiser.
pax
Isso aconteceu comigo hoje. Fiquei mal por um momento, por ver como posso ser mesquinho, mas ao mesmo tempo, tive uma lição de humildade e fé que nunca irei esquecer.
Obrigado a todos que fizeram isso possível.
Aliás, contei algo pessoal que nunca imaginei que contaria com tanta facilidade. Até me choquei com isso...
e outras coisas boas estão surgindo. Se Deus quiser.
pax
6.18.2008
Confiança
Meio motivado pelos pensamentos próprios, agradecendo a algumas conversas e blogs (http://www.frasqueira.blogspot.com/) recentes, escreverei um post um mais pessoal. Não sei se essa será a intenção desse blog, mas como quero relatar meus devaneios, esse é um bem forte que circula na minha cabeça faz algum tempo.
Acho que não confio em mim. Não falo sobre minha vida profissional, atlética (hahahaha, que piada) ou social. E sim aquele escondido que todos nós temos. E eu não confio em mim para colocá-lo para respirar as vezes. E compartilhá-lo com outras pessoas. Isso eu não consigo de jeito nenhum.
Me vejo como um ser multi-facetado (não hipócrita). Acredito que ninguém (lógico que excluindo Deus, mas normalmente nem conto pra Ele também) me conheça 100%. Nem eu. Aliás, tenho muito medo de me conhecer a fundo. Ver minhas fraquezas de verdade, meus medos, minhas inseguranças mais profundas. Tanto que acho que cada grupo de amigos conhece um lado meu. Mas nunca o completo. Ninguém sabe porque fico triste. Nem eu. E devo me sentir mais seguro por isso, mas ultimamente percebi que é somente um escudo para eu não tocar nas minhas feridas. Aliás, como tenho pensado nisso, percebi hoje como eu recorro à música (música qualquer) para evitar esse tipo de pensamento. Ela me distrai e fico todo feliz, pela superfície... passando o dia, sem pensar. Que louco isso!
Fui criado para ser forte (não culpo ninguém agora, apenas constato). Passei por situações na minha vida que não são trágicas nem extremamente horríveis, mas marcaram muito meu modo atual de ser. E eu tento sempre mostrar que eu estou bem, porque vejo uma necessidade de mostrar ao mundo que estou pronto para qualquer desafio, para ajudar quem precise. Mas ser ajudado, não sei.
É estranho, porque nesses últimos tempos estou sendo obrigado a me conhecer. Uma fase necessária. Fiz coisas que não me orgulho recentemente, e descobri situações que não faziam parte da minha realidade, e nem sonhava em fazer parte. E junto com isso, surgiu um aperto, um sentimento de angústia, vontade de chorar, algo que não sei explicar porque me acompanha. Falta algo, que eu sinceramente ainda não sei o que é.
Não quero despertar dó das pessoas ou ficar chamando a atenção para minha pessoa, só estou expondo o que vem rodeando minha cabeça nesses meses.
Descobri que tenho muito medo de errar. E nesse medo, não consigo me afirmar em algumas situações. Estranho demais.
Descobri que tenho um trauma recente sim, quando achei que não teria. E que não é tão fácil vencê-lo. Mas vou conseguir. Engraçado até... porque quando eu achei que havia superado ele (e lógico que estou falando de companhias), o meio interferiu e me acertou, apesar de avisos prévios, que eu recebi. E guardei isso para mim também. Nesse caso, vi a situação toda, e viram para mim como ridícula ou simplória. E tentei encarar isso como verdade. Mas não era.
Me disseram que me atiro de cabeça em algumas coisas, sem medo ou sem ver as possíveis consequências. É verdade. Fiz isso bastante. E me ferrei bastante. Agora que preciso dessa coragem, dessa confiança, não consigo me atirar mais. Travei.
A confiança vem dá fé. Já falei da fé e como ela é importante para mim... mas estou com uma visão muito humanista disso tudo. E todas as vezes que tive essa visão humanista, não me dei bem. Preciso voltar a fé. Orar... pode parecer uma besteira, mas tenho ouvido muito essa palavra... só pode ser um sinal para mim. Ore mais, converse mais, se abra mais.
E me faz muito bem. Porque ali, orando, posso ser eu, somente eu e mais nada. Não sou o estudante de arquitetura, o conser canto, o ponta direita, o cara legal, o filho, o irmão, o amigo, o louco, o bêbado. Sou só eu.
Não sei se vou conseguir mostrar todas minhas fraquezas para alguém. Ou para mim. Mas a partir de conselhos, serei franco. E tentar confiar em mim. E passar pelas adversidades.
Lembrando sempre, é melhor com dois. Aliás, com três, porque em dois eu sempre estou. Só não posso esquecer disso.
pax
Acho que não confio em mim. Não falo sobre minha vida profissional, atlética (hahahaha, que piada) ou social. E sim aquele escondido que todos nós temos. E eu não confio em mim para colocá-lo para respirar as vezes. E compartilhá-lo com outras pessoas. Isso eu não consigo de jeito nenhum.
Me vejo como um ser multi-facetado (não hipócrita). Acredito que ninguém (lógico que excluindo Deus, mas normalmente nem conto pra Ele também) me conheça 100%. Nem eu. Aliás, tenho muito medo de me conhecer a fundo. Ver minhas fraquezas de verdade, meus medos, minhas inseguranças mais profundas. Tanto que acho que cada grupo de amigos conhece um lado meu. Mas nunca o completo. Ninguém sabe porque fico triste. Nem eu. E devo me sentir mais seguro por isso, mas ultimamente percebi que é somente um escudo para eu não tocar nas minhas feridas. Aliás, como tenho pensado nisso, percebi hoje como eu recorro à música (música qualquer) para evitar esse tipo de pensamento. Ela me distrai e fico todo feliz, pela superfície... passando o dia, sem pensar. Que louco isso!
Fui criado para ser forte (não culpo ninguém agora, apenas constato). Passei por situações na minha vida que não são trágicas nem extremamente horríveis, mas marcaram muito meu modo atual de ser. E eu tento sempre mostrar que eu estou bem, porque vejo uma necessidade de mostrar ao mundo que estou pronto para qualquer desafio, para ajudar quem precise. Mas ser ajudado, não sei.
É estranho, porque nesses últimos tempos estou sendo obrigado a me conhecer. Uma fase necessária. Fiz coisas que não me orgulho recentemente, e descobri situações que não faziam parte da minha realidade, e nem sonhava em fazer parte. E junto com isso, surgiu um aperto, um sentimento de angústia, vontade de chorar, algo que não sei explicar porque me acompanha. Falta algo, que eu sinceramente ainda não sei o que é.
Não quero despertar dó das pessoas ou ficar chamando a atenção para minha pessoa, só estou expondo o que vem rodeando minha cabeça nesses meses.
Descobri que tenho muito medo de errar. E nesse medo, não consigo me afirmar em algumas situações. Estranho demais.
Descobri que tenho um trauma recente sim, quando achei que não teria. E que não é tão fácil vencê-lo. Mas vou conseguir. Engraçado até... porque quando eu achei que havia superado ele (e lógico que estou falando de companhias), o meio interferiu e me acertou, apesar de avisos prévios, que eu recebi. E guardei isso para mim também. Nesse caso, vi a situação toda, e viram para mim como ridícula ou simplória. E tentei encarar isso como verdade. Mas não era.
Me disseram que me atiro de cabeça em algumas coisas, sem medo ou sem ver as possíveis consequências. É verdade. Fiz isso bastante. E me ferrei bastante. Agora que preciso dessa coragem, dessa confiança, não consigo me atirar mais. Travei.
A confiança vem dá fé. Já falei da fé e como ela é importante para mim... mas estou com uma visão muito humanista disso tudo. E todas as vezes que tive essa visão humanista, não me dei bem. Preciso voltar a fé. Orar... pode parecer uma besteira, mas tenho ouvido muito essa palavra... só pode ser um sinal para mim. Ore mais, converse mais, se abra mais.
E me faz muito bem. Porque ali, orando, posso ser eu, somente eu e mais nada. Não sou o estudante de arquitetura, o conser canto, o ponta direita, o cara legal, o filho, o irmão, o amigo, o louco, o bêbado. Sou só eu.
Não sei se vou conseguir mostrar todas minhas fraquezas para alguém. Ou para mim. Mas a partir de conselhos, serei franco. E tentar confiar em mim. E passar pelas adversidades.
Lembrando sempre, é melhor com dois. Aliás, com três, porque em dois eu sempre estou. Só não posso esquecer disso.
pax
6.16.2008
vim escrever algo porque estou cheio de coisa para escrever, mas simplesmente não consigo organizar... então vou deixar uns tópicos para eu mesmo me lembrar do que quero falar...
- confiança
- dúvida / escolhas
- controle
- companhias
certamente esse último tópico é o que vem me assombrando por mais tempo. Qual nosso nível de exigência em relação a outras pessoas? Não sei dizer... mas acredito piamente que o homem foi feito para viver em comunidade, em família, em par, senão nós não sobreviveríamos. E mesmo em sociedade podemos viver sozinho, interagindo o mínimo necessário para uma representação suficiente de seu personagem na sociedade. A solidão nós aplacamos com o consumo. Fácil não?
Mas queremos viver sozinhos? Até que ponto devemos preservar nossa individualidade? E será que a individualidade é realmente importante? Você é você por causa do meio que vivemos ou por herança genética? Os dois? Nenhum?
Só sei que é melhor com dois...
pax
- confiança
- dúvida / escolhas
- controle
- companhias
certamente esse último tópico é o que vem me assombrando por mais tempo. Qual nosso nível de exigência em relação a outras pessoas? Não sei dizer... mas acredito piamente que o homem foi feito para viver em comunidade, em família, em par, senão nós não sobreviveríamos. E mesmo em sociedade podemos viver sozinho, interagindo o mínimo necessário para uma representação suficiente de seu personagem na sociedade. A solidão nós aplacamos com o consumo. Fácil não?
Mas queremos viver sozinhos? Até que ponto devemos preservar nossa individualidade? E será que a individualidade é realmente importante? Você é você por causa do meio que vivemos ou por herança genética? Os dois? Nenhum?
Só sei que é melhor com dois...
pax
6.10.2008
Dúvida
Uma dúvida:
Por que os seres humanos, quem tem 10.000 anos de história civilizada, e especialmente o mundo ocidental, que tem 2008 anos de cultura cristã, demorou tanto para começar a reconhecer os direitos humanos? Especificamente no meu caso (arquitetura), a acessibilidade?
Por que demoramos tanto para reconhecer pessoas deficientes (ou portadoras de necessidades especiais, como quiserem) como humanos?
Em compensação, há mais de 3000 anos já sabíamos construir coisas belíssimas...
pax
Por que os seres humanos, quem tem 10.000 anos de história civilizada, e especialmente o mundo ocidental, que tem 2008 anos de cultura cristã, demorou tanto para começar a reconhecer os direitos humanos? Especificamente no meu caso (arquitetura), a acessibilidade?
Por que demoramos tanto para reconhecer pessoas deficientes (ou portadoras de necessidades especiais, como quiserem) como humanos?
Em compensação, há mais de 3000 anos já sabíamos construir coisas belíssimas...
pax
6.09.2008
filhos.
Acabei de ver na televisão uma campanha para o planejamento familiar do governo federal.
Basicamente, uma mulher jovem conta que tem 4 filhos, teve dois abortos naturais. Diz que teve o primeiro filho com 13 anos, e fala rapidamente que é duro criar 4 filhos tão jovem assim. E fala que não saberia dizer como seria sua vida sem filhos (o que seria normal, ou seja uma adolescencia normal), pois nem teve tempo de saber. Tudo com um tom um tanto quanto melancólico.
Nada contra o planejamento familiar, acho extremamente importante para termos sempre famílias estruturadas, que contribui para uma sociedade mais estruturada.
Mas tratar uma criança como um fardo, não sei se isso é correto. Imagina seu filho vendo esse tipo de campanha, ver você na televisão falando isso. Será que não é traumatizante? Uma criança imaginar que é um "erro", e que a vida de seus pais seria melhor se ela não tivesse nascido? É algo que uma pessoa deve carregar pela vida toda... gerando traumas difíceis de serem curados depois...
Sou contra a gravidez precoce (e falo isso sendo filho de uma obstetra, que colabora com minhas opinões). Mas filho não é uma DST. Não é um objeto. É um humano.
Basicamente, uma mulher jovem conta que tem 4 filhos, teve dois abortos naturais. Diz que teve o primeiro filho com 13 anos, e fala rapidamente que é duro criar 4 filhos tão jovem assim. E fala que não saberia dizer como seria sua vida sem filhos (o que seria normal, ou seja uma adolescencia normal), pois nem teve tempo de saber. Tudo com um tom um tanto quanto melancólico.
Nada contra o planejamento familiar, acho extremamente importante para termos sempre famílias estruturadas, que contribui para uma sociedade mais estruturada.
Mas tratar uma criança como um fardo, não sei se isso é correto. Imagina seu filho vendo esse tipo de campanha, ver você na televisão falando isso. Será que não é traumatizante? Uma criança imaginar que é um "erro", e que a vida de seus pais seria melhor se ela não tivesse nascido? É algo que uma pessoa deve carregar pela vida toda... gerando traumas difíceis de serem curados depois...
Sou contra a gravidez precoce (e falo isso sendo filho de uma obstetra, que colabora com minhas opinões). Mas filho não é uma DST. Não é um objeto. É um humano.
6.07.2008
A fé na verdade
Primeira divagação...
"a verdade é uma mentira nal qual você acredita". Essa afirmação para mim, reflete muito o que eu considero como verdade hoje em dia.
Segundo o michaelis, verdade é: 1 Aquilo que é ou existe iniludivelmente. 2 Conformidade das coisas com o conceito que a mente forma delas. 3 Concepção clara de uma realidade. 4 Realidade, exatidão. 5 Sinceridade, boa-fé. 6 Princípio certo e verdadeiro; axioma. 7 Juízo ou proposição que não se pode negar racionalmente. 8 Conformidade do que se diz com o que se sente ou se pensa. 9 Máxima, sentença. 10 Cópia ou imitação fiel. 11 Representação fiel de alguma coisa existente na natureza. 12 Caráter próprio.
Ok. deixando de lado as verdades científicas (que são mutáveis), minha questão é sobre as verdades humanas, que interagem diretamente com o nosso dia-a-dia.
Vivemos a verdade? Sabemos da verdade?
Acredito que sim, conforme explicarei mais tarde. Mas antes, uma pequena divagação: no mundo político, a verdade é artigo inexistente. Nunca saberemos o que realmente acontece, porque um fato é sempre contado por dois ou mais lados opostos, e sempre em favor de algum interesse prórpio e/ou de um grupo. E nós, cidadãos comuns, ficamos sabendo disso e de outras coisas através da mídia. E sinceramente, a mídia é parcial. Cada um também tem seus interesses a defender, grupos a representar. E o fato aparece distorcido para nós (que nem sabemos o quanto foi distorcido. Parece as mulheres que aparecem em revistas masculinas, nunca saberemos o quanto de photoshop foi utilizado). Não que eu considere isso uma manipulação das massas indefesas. Apenas acho que essa defesa de uma posição (seja política ou qualquer outra coisa) deveria ser mais transparente. E convenhamos, apesar de sabermos dessa manipulação, muitas vezes temos preguiça ou até mesmo a ignorância de procurar outras opiniões sobre o mesmo assunto, e acabamos aceitando como verdade algo, que aparentemente não é.
Mas além dos fatos e factóides que afetam diretamente nosso meio e acabam formando nossa opinião, a outra verdade verdade interfere bastante (pelo menos para mim): a verdade divina. Deus é a verdade (e eu acredito nisso). Porém, o que me leva a Deus é a religião, e para mim, a religião é humana. E como acreditar numa verdade indiscutível se temos, de saída, 5 tipos de verdades sobre Deus no mundo (me refiro ao judaísmo, cristianismo, islamismo, budismo e hinduísmo, para começo de conversa)? Sem falar do ateísmo. Algo que racionalmente não dá para explicar. Porque se eu pensar humanamente, sou cristão tão somente porque nasci num país com maioria cristã e fui educado sobre uma ótica cristã. Será que somente por um acaso geográfico e educacional eu recebo a verdade divina? Acho que não.
Como prosseguir então pela busca da verdade? Aliás, para que eu preciso saber da verdade? Chega a ser intrigante pensar que procuro algo que no final pode não fazer diferença nenhuma para mim. Parece ser inútil, mas a curiosidade e minha capacidade de ficar "viajando" são maiores.
Hoje vejo o seguinte, e explico porque eu disse que sabemos da verdade. Todos temos uma ferramenta (que acredito ser divina) fantástica, que consciente ou incoscientemente nos move por esse mundo nebuloso dos fatos, mentiras e verdades. A fé. A fé segundo o michaelis: 1 Crença, crédito; convicção da existência de algum fato ou da veracidade de alguma asserção.
Sem a fé, não conseguiria acreditar em algo. Porque é ela que me convence sobre a verdade. E é isso que ela faz para cada um. Todos tem sua verdade e vivem na sua verdade (o que não quer dizer necessariamente que é algo fixo, mas está sempre em transição) por causa da fé. A fé nos faz caminhar sem desconfiança. Tão somente a fé. A fé nos leva a verdade (mesmo que ela seja só nossa). A fé.
pax
"a verdade é uma mentira nal qual você acredita". Essa afirmação para mim, reflete muito o que eu considero como verdade hoje em dia.
Segundo o michaelis, verdade é: 1 Aquilo que é ou existe iniludivelmente. 2 Conformidade das coisas com o conceito que a mente forma delas. 3 Concepção clara de uma realidade. 4 Realidade, exatidão. 5 Sinceridade, boa-fé. 6 Princípio certo e verdadeiro; axioma. 7 Juízo ou proposição que não se pode negar racionalmente. 8 Conformidade do que se diz com o que se sente ou se pensa. 9 Máxima, sentença. 10 Cópia ou imitação fiel. 11 Representação fiel de alguma coisa existente na natureza. 12 Caráter próprio.
Ok. deixando de lado as verdades científicas (que são mutáveis), minha questão é sobre as verdades humanas, que interagem diretamente com o nosso dia-a-dia.
Vivemos a verdade? Sabemos da verdade?
Acredito que sim, conforme explicarei mais tarde. Mas antes, uma pequena divagação: no mundo político, a verdade é artigo inexistente. Nunca saberemos o que realmente acontece, porque um fato é sempre contado por dois ou mais lados opostos, e sempre em favor de algum interesse prórpio e/ou de um grupo. E nós, cidadãos comuns, ficamos sabendo disso e de outras coisas através da mídia. E sinceramente, a mídia é parcial. Cada um também tem seus interesses a defender, grupos a representar. E o fato aparece distorcido para nós (que nem sabemos o quanto foi distorcido. Parece as mulheres que aparecem em revistas masculinas, nunca saberemos o quanto de photoshop foi utilizado). Não que eu considere isso uma manipulação das massas indefesas. Apenas acho que essa defesa de uma posição (seja política ou qualquer outra coisa) deveria ser mais transparente. E convenhamos, apesar de sabermos dessa manipulação, muitas vezes temos preguiça ou até mesmo a ignorância de procurar outras opiniões sobre o mesmo assunto, e acabamos aceitando como verdade algo, que aparentemente não é.
Mas além dos fatos e factóides que afetam diretamente nosso meio e acabam formando nossa opinião, a outra verdade verdade interfere bastante (pelo menos para mim): a verdade divina. Deus é a verdade (e eu acredito nisso). Porém, o que me leva a Deus é a religião, e para mim, a religião é humana. E como acreditar numa verdade indiscutível se temos, de saída, 5 tipos de verdades sobre Deus no mundo (me refiro ao judaísmo, cristianismo, islamismo, budismo e hinduísmo, para começo de conversa)? Sem falar do ateísmo. Algo que racionalmente não dá para explicar. Porque se eu pensar humanamente, sou cristão tão somente porque nasci num país com maioria cristã e fui educado sobre uma ótica cristã. Será que somente por um acaso geográfico e educacional eu recebo a verdade divina? Acho que não.
Como prosseguir então pela busca da verdade? Aliás, para que eu preciso saber da verdade? Chega a ser intrigante pensar que procuro algo que no final pode não fazer diferença nenhuma para mim. Parece ser inútil, mas a curiosidade e minha capacidade de ficar "viajando" são maiores.
Hoje vejo o seguinte, e explico porque eu disse que sabemos da verdade. Todos temos uma ferramenta (que acredito ser divina) fantástica, que consciente ou incoscientemente nos move por esse mundo nebuloso dos fatos, mentiras e verdades. A fé. A fé segundo o michaelis: 1 Crença, crédito; convicção da existência de algum fato ou da veracidade de alguma asserção.
Sem a fé, não conseguiria acreditar em algo. Porque é ela que me convence sobre a verdade. E é isso que ela faz para cada um. Todos tem sua verdade e vivem na sua verdade (o que não quer dizer necessariamente que é algo fixo, mas está sempre em transição) por causa da fé. A fé nos faz caminhar sem desconfiança. Tão somente a fé. A fé nos leva a verdade (mesmo que ela seja só nossa). A fé.
pax
6.06.2008
Início
Bueno,
foi criado mais um singelo blog nesse mundo gigante que é a internet.
Aqui será um lugar onde poderei divagar sobre minhas idéias e ideais, conforme minha própria razão, sem nenhuma relação obrigatória com a realidade que nos acerca.
Já que dizem que tenho um mundo próprio e mágico, irei compartilhar um pouco de minha loucura com vocês.
pax,
foi criado mais um singelo blog nesse mundo gigante que é a internet.
Aqui será um lugar onde poderei divagar sobre minhas idéias e ideais, conforme minha própria razão, sem nenhuma relação obrigatória com a realidade que nos acerca.
Já que dizem que tenho um mundo próprio e mágico, irei compartilhar um pouco de minha loucura com vocês.
pax,
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