"zonzo. Sinto-me sem chão.
Em apenas duas horas, eu fui do céu para a terra. Caído, de cabeça.
Novos motivos. Quando achava que minha problemática era uma, viraram várias, simultâneas, imediatas. E tudo aquilo que passou no fatídico final de semana? Não me vale mais nada? "Eu acredito em você." Eu sei. Mas isso ficou suficiente? Afinal, para mim, isso deveria ser o start mais que necessário para eu recomeçar. Por que inserir um outro processo?
Sou fraco, constato. Fraco de não conseguir essa força absurda que recebi, e ser obrigado a mais, a pedir mais a receber mais. Onde estou no meio disso tudo? Fui inocente ao achar que antigos problemas sumiriam sozinhos. Mas eu estava empenhado a resolvê-los.
Agora, me volta à mesmice. A falta de planos, objetividade, a falta de querer fazer mais. Por quê? Estava tão animado com tudo e todos à minha volta, tudo parecia estar se encaixando de novo, novas possibilidades de solução, tentativas e erro, entendimento. E aquele final de semana fatídico. Como tudo me parece dar errado de novo?
Instintivamente, me voltei ao que era. Péssimo, mas também como dialogar com alguém que já trouxe uma solução premeditada, e só veio me comunicar, mesmo que amavelmente? E ainda considerou uma muleta. Uma muleta! Como pode! Será que não te conhecem? Por isso, me recorri a ti. Mas com vergonha. Como eu poderia pedir mais? Já tinha me dado tudo? E repito o que disse anteriormente. Sou fraco.
De novo, perdi o controle. Estava quase tudo ao meu alcance, na minha alçada. Não mais. Quando achei que estava forte para enfrentar, e preparando meu ataque, tomo o contra golpe. Sem conseguir me defender. Abri-me, e de novo me sinto apunhalado. Mas apunhalado pela velocidade, e não pelo fato em sim.
Amigo, me socorre. O fator tempo é tão importante para mim. Não me sinto nem um pouco preparado para resolver isso já. A vergonha, a humilhação. Por que erramos? Não consigo acreditar que tudo vem do passado. Nossas ações estão no presente! Não é tudo pelo inconsciente. É banalizar demais meu lado racional, é banalizar demais minhas escolhas, é tirar minha capacidade de decisão.
Amigo, se tu nos dá a liberdade de escolher, como pode os outros ceifarem isso? Mas não num sentido escravocrata. Mas no meio interior de cada um. Sinto-me de novo sem escolha.
Amigo, me desculpe. Mas não consigo entender todo esse turbilhão. Lembra-te das outras cartas? Eu achei que estava caminhando a uma solução. Estava tão simples, tão óbvio, tão puro, como deve ser. Porém, a névoa voltou. E o pior, ontem senti que perdi a confiança. Não em ti, mas nos outros. De novo.
Me encerro aqui, e se eu pudesse pedir mais uma coisa, eu pediria basicamente o pedido de sempre: dá-me mais sabedoria."
9.15.2009
Cartas não entregues III
9.14.2009
cartas não entregues II
"Olá você.
ao que me parece, passei um bom tempo longe de ter permitir entrar. Estranho isso. Eu não permitir você em minha vida.
O mundo prega umas pessoas interessantes na gente. Não acredito em ter que passar por problemas para crescer, em uma relação obrigatória, mas em sim encarar os problemas e crescer com eles. Enxergo isso agora.
Eu me afastei de você. Por quê? Tu que és tão importante nas nossas vidas, como pode eu ter me afastado disso? Tá certo que eu não enxergava você na plenitude, afinal tinha olhos de criança, provavelmente eu não enxergava, mas sentia profundamente. Ou gosto de imaginar que eu sentia. Afinal, sem falsa modéstia, tinha bons motivos para ser invejado: família, escola, casa, amigos, não me faltava nada na época. Se eu reclamava para você algo que faltava, desculpe. Mas devia ser alguma birrazinha de adolescente.
Porém, algo mudou. Algo mudou que me acertou profundamente. Tão profundamente que te reneguei, porque ao mesmo tempo em que você traz felicidade, uma falta de ti traz uma dor profunda e incompreensível, pelo menos para mim na época. Junto da dor, perdi um exemplo e uma segurança. Perdi um rumo. E minha primeira atitude foi falar que eu não precisava desse exemplo, e não sentia falta do meu rumo e da minha segurança. A negação total. Já me falaram que nesse primeiro momento, essa negação foi importante, pois me manteve de pé no meio de um turbilhão intenso de emoções externas e problemas que eu não sabia, mas não cabia para eu resolver. Eu até mesmo passei na faculdade! E ainda fui a um lugar onde comecei a te conhecer com uma plenitude diferente. E naquele dia, eu chorei. Depois de muito tempo, chorei lágrimas sinceras.
Mas diante das adversidades, minha negação continuou. Estava tão cômodo assim. Até que minha negação atingiu você. E a negação virou angústia. Engraçado. A angústia começa devagar, mas vai crescendo e nos consumindo.
E o que eu posso considerar mais peculiar de tudo, é que eu estava te procurando, te estudando, e dizendo para outras pessoas como você é bom. Mas e eu? Você não quis participar da minha vida também não?
Logicamente tomei outro baque. Se antigamente tinha duas muletas de apoio, perdi a primeira quando jovem e a segunda nesse baque. E simbora a andar sozinho. E sem você! Apesar de eu me achar grande conhecedor de ti.
Não deu certo. E acabei arruinando. Devagar, sem eu perceber. Mas cada vez mais a tristeza se apoderando, falta de futuro, só vivendo.
Mas você resolveu reaparecer. Tá, só reapareceu porque eu te desafiei. Mas eu vejo hoje que esse desafio foi uma necessidade inconsciente minha de querer te achar. Na verdade, de perceber realmente que eu precisava primeiro de você, para eu resolver todo meu resto. E depois de dois meses do desafio, te senti! E chorei de novo, lágrimas sinceras. E me deixou disposto a manter a relação com sua pessoa. Vale a pena.
Sabe que eu aprendi? Que a dor faz parte. Não é você quem cria, mas é você que ajuda a cessar. E agora eu estou tentando melhorar. Admito que ainda erro bastante, mas com você, algumas coisas estão ficando mais fáceis.
Bom amor, me despeço aqui. Com votos de continuidade na relação...
manda um abraço pros outros dois também."
pax
9.03.2009
neo-clássico

Estava eu voltando de uma casa que o escritório está reformando, no Panamby, quando fui acometido pelo mal mais comum da cidade de São Paulo: o trânsito. Fiquei parado na Marginal Pinheiros, próximo à ponte que dá início à Av. Bandeirantes, e deparei com um skyline que me fez refletir algumas coisas.
Primeiro, o skyline: à minha direita, o complexo Cidade Jardim, e a minha esquerda, se destacando, o eTower.

Daí vem minha indagação: os acionistas que construíram o eTower, têm dinheiro suficiente para morar no Cidade Jardim (se é que alguns não moram). Por que essa diferença toda de estilo? Apesar do eTower não ser um edifício surpreendente, tem uma linguagem limpa e contemporânea. Já o Cidade Jardim é uma miscelânia confusa de estilos neo-clássicos, que leva a uma sensação de cenário imensa (essa opinião é compartilhada por vários colegas arquitetos, e explico a sensação de cenário depois).
Como que uma pessoa manda executar um prédio com linguagem contemporânea, arrojada, pode morar em um edifício descaracterizado? Ou então, pode mandar construir dois edifícios tão diferentes assim? É só o dinheiro que manda nessas relações (assunto que discutirei em outro post)?
Sou abertamente contra o neo-clássico. Como eu estudei um pouco da Antiguidade e do período clássico na faculdade, e uma das coisas que mais gosto é história, acho uma afronta esse tipo de acabamento que usam nos prédios hoje em dia. Aliás, isso que vemos nos edifícios mais recentes é acabamento, nem linguagem é. Se fosse linguagem, metade dos prédios não poderiam nem ser construídos, tamanha a deturpação do clássico. A única coisa boa que vejo nisso é que conseguimos produzir painéis para fachada com uma boa variação plástica.
Outro ponto que me põe contra o neo-clássico é a pretensa tentativa de parecer culto das pessoas que compram esse produto. Parece uma volta ao clássico que nunca nos pertenceu realmente. É chique, é bonito, é de qualidade. Sendo um pouco mais utópico, se as pessoas realmente compreendessem essa linguagem, o apartamento (ou a casa) deveria refletir do lado dentro o que está exposto fora. Mas não é o que acontece.
Abro um parentêses: fui assistir um concerto para piano e violino na fundação Oscar Americano, no domingo passado.
Ao visitar a casa, agora transformada em museu, com cômodos preservados, percebi essa discrepância externo-interno. O projeto do Bratke (o pai) é um exemplo da linguagem vanguardista da época, o modernismo. Um projeto com linhas simples, modulado, acabamentos brasileiros e uma funcionalidade surpreendente. Mas a decoração interna remete ao século XIX! Tapeçaria, peças de mobília rebuscadas e escuras, coleções e bastante excesso.Hoje ocorre o contrário. E falo com conhecimento de causa, porque já reformei apartamentos em prédios neo-clássicos. A pessoa compra o apartamento, porque acha chique o estilo cheio de rococó sem sentido. Mas na hora de mexer internamente, quanto mais clean melhor.
Minha teoria do porque essa discrepância entre o edifício comercial e o residencial remota à uma necessidade antiga: a necessidade da habitação.
O lar, a casa, é o espaço onde o ser humano se sente seguro, se desarma do seu arquétipo (go Jung!) e consegue encontrar sua paz. É também o local onde ele vai criar sua família, e esse local tem que trasmitir muita confiança. E remetendo a memória da sociedade, principalmente a brasileira (e por memória eu considero os últimos 200 anos de civilização ocidental), o que parece ser mais seguro e interessante? A arquitetura classicista européia, que é sólida, sofisticada e duradoura. Imagino que, ao verem um edifício neo-clássico, o incosciente deve apresentar esses fatos na cabeça das pessoas, trazendo uma sensação de segurança. E vira um ótimo produto para vender!
Vejo o seguinte: as incorporadoras vendem seu prédio como sofisticados e exclusivos, sem falar das inúmeras facilidades apresentadas (espaço gourmet, piscinas, quadras, home qualquer coisa...), mas na verdade, estão explorando esse lado: a grande duração dos edifícios, e a sensação de segurança física das pessoas (e não estou falando de assaltos e sim de algo mais primordial). Algum cara de marketing pode me corrigir depois. Mas o que eu vejo é isso.
Só que aí, para vender o produto, permite-se essas distorções absurdas na linguagem clássica. Afinal, a galera não estuda muito, o visual vale bem mais (vide aquelas revistas de decoração ou qualquer outra coisa chique, como fotos, que sempre deixam em cima de mesas de centro para decorar. Alguém já leu aquilo de verdade?).
Por isso, já fica o link para meu próximo post. Só com educação, podemos virar a situação.
Mas que eu não me conformo com o neo-clássico, isso não.
pax
8.11.2009
ausência
7.22.2009
Escala humana
Primeiramente, sou contra muros. É praticamente impossível o mercado pensar em prédios residenciais sem muros ultimamente, mas para mim é um fechamento para o público extremamente prejudicial. Considerado isso, vou falar pensando em áreas comerciais, como por exemplo, as avenidas e áreas comerciais, como o centro de São Paulo.
Para mim, um prédio só me interessa se o "térreo" (colocado aqui como alcance da visão em uma rua) é bem trabalhado. Tanto na questão de acessibilidade, acabamentos, interação com a rua (um conceito que quero desenvolver é a calçada como praça). Depois disso, olho para todo o formato do prédio. A idéia de prédios comerciais ou residenciais com térreo de lojas me agrada demais. Dá uma vida para o entorno, cria uma sensação de vizinhança (há muito tempo perdida para mim).
Em compensação, a forma do edifício me agrada quando vejo grandes skylines, ou aberturas, como avenidas. Na Paulista, por exemplo, os edifícios não tem muita identidade visual individualmente (salvo alguns exemplos, como o MASP e o Centro Cultura Itaú), mas no conjunto, formam uma identidade bem característica para a avenida. Isso acontece em outras áreas, como a av. Nações Unidas, a av. Faria Lima, etc.
Confesso, que para mim, o térreo não deveria ter recuos laterais, só frontais, onde seria obrigado a interação com a rua, convidando o transeunte a participar da arquitetura construída, permitindo a permeabilidade de passagens e criação de caminhos (calçada como praça). Alguns elementos são ótimos para definir o público do privado, como o degrau, ou rampas leves.
Um ótimo exemplo (elitista, é verdade) de interação que eu gostei muito e a praia de Guaecá, em São Sebastião. Lá, a rua é somente para o acesso às casas, tornando-se totalmente discreta na organização da circulação. A "rua" verdadeira é um grande gramado, que liga todas as casas da quadra, sem muros, que se extende até a praia, permitindo a interação entre as residências. Não por acaso, grandes relações de amizade começaram lá.
Ainda vou desenvolver mais esse assunto (quem sabe um mestrado), mas eu realmente torço para que consigamos converter nossa cidade, que atualmente é muito segregadora, em um espaço mais integrador...
pax
7.06.2009
As escolhas apimentam e dão o tom à vida, mas as vezes, um pouco de certeza ajuda.
Que porra! Minha cabeça muda quando é final de semana. Durante a semana toda penso em um estilo, chega sexta feira e tudo muda. E o pior que os dois são bons!
Tem coisas que eu tenho certeza e são indubitáveis para mim, afinal, fui criado numa sociedade cristã e moldei meus valores nisso, não haveria de ser diferente.
Tenho (ou tinha) duas escolhas que descartei. A que eu quero não faço a menor idéia do que pode advir.
A culpa toda é da invejinha saudável, ou da responsabilidade batendo na minha porta...
pax
7.05.2009
pontos factuais:
- elas não devem conhecer futebol, e sim compreender;
- existe pelo menos um dia sagrado na vida do homem no qual as mulheres não participam. Esse dia normalmente é o futebol, ou a cerveja, ou os dois juntos. Um homem normal,tem de dois a três dias sagrados por semana, que podem ser negociáveis;
- a loira que mais gostamos é a cerveja, e ninguém irá substituí-la;
- tem que entender que homens apreciam resolver seus próprios problemas no silêncio, e só podem ajudar quando forem interpeladas por tal;
- nós não interessamos muito por problemas de suas amigas, e nem queremos ficar ouvindo sobre isso durante horas;
- o homem não entende como uma mulher consegue gostar dele;
- falamos coisas sujas e discutimos mercados futuros, as vezes sem pretensão nenhuma;
- o homem não tenta compreender e nem entender uma mulher, e sim conviver.
pax
6.23.2009
Perguntas
Outra companhia se faz necessária na nossa vida?
O quanto o meio me afeta?
Por que pensar dói?
Por que desencontros são constantes?
Quais são meus objetivos?
Vivo ou deixo viver?
O que eu quero eu não sei, mas o que eu não quero eu tenho certeza...
Impressionante como um processo de auto-conhecimento passa por algumas questões totalmente abandonadas por nós mesmos, e temos que rever conceitos mais simples. E descobrimos que as desculpas mais comuns já não são suficientes...
pax
6.22.2009
6.14.2009
a necessidade de ser você
Devido ao fato de termos vários círculos sociais, ou várias funções diferentes na sociedade, ou mesmo passado por traumas que marcam a gente, acabamos nos vestindo de personagens para ir sobrevivendo ao meio, e conseguir desempenhar melhor nosso papel. Mas o fato é: até quanto deixamos esses personagens no dominarem, ou mesmo, não sabemos mais se somos personagens ou nós.
O que é "a gente"?
Passo por um momento em que tenho que retirar diversas camadas de mim mesmo. Descobri que eu me fechei para mim, e isso acabou refletindo externamente. É um caminho difícil, doloroso, no qual tenho que enfrentar minhas falhas, falhas de outras pessoas, perdoar e me aceitar. Mas o mais complicado é continuar forçando a saída da zona de conforto.
Descobri, que no final das contas, sou uma pessoa "boa". Na verdade, eu consigo ouvir e aceitar isso dos outros, mas nunca tinha parado para ouvir de mim mesmo. Me pegava tanto nos meus erros (que eu ainda tento ocultar de todos), para parecer bom, que não vi que o que sou.
Não chega a ser um negócio de "parar de fingir", mas sim um ser mais autêntico para eu mesmo.
É voltar a confiar coisas profundas e difíceis, é saber pedir ajuda, é se conhecer.
E o que é pior para mim: desacelerar um pouco a velocidade com que quero fazer ou ter as coisas.
Fácil não vai ser. Mas vou conseguir.
pax
6.09.2009
6.08.2009
Férias
Se bem que nem foram férias direito, e sim um longo diagnóstico de mim mesmo. Foram 3 semanas de enfrentamento pesado comigo mesmo.
Já disse uma vez um amigo meu, o Giba: "a dor é boa. É sinal que algo está errado em nós, e temos que mudar".
Essa dor, eu senti mais forte pelos últimos meses. E culminou por prejudicar minha saúde física. E tive que parar para pensar.
E as conclusões começaram a surgir...
depois escrevo mais sobre isso.
pax
6.03.2009
5.21.2009
5.05.2009
campanha por um mundo mais honesto
O FODA mesmo é quando as pessoas não assumem esse erro. E ainda prejudicam um terceiro (no caso, eu).
Depois reclamam dos políticos e tal. Mas como, se todo mundo quer dar um jeitinho para se dar bem?
Será que é tão vergonhoso assim assumir que errou? Eu sei que é tenso, mas caralho, e o caráter da pessoa? Ficou aonde?
Porque agora, uma terceira pessoa errou, não quer assumir, e quem vai tomar a comida sou eu. Bom né?
por isso lanço a campanha: por um mundo mais honesto. Certeza que se as pessoas aderissem à isso, pelo menos no ambiente de trabalho, o mundo seria um lugar melhor.
Sejamos honestos, vamos assumir os erros e fazer de tudo para melhorar!
pax
UPDATE: pronto, já tomei a comida de rabo. Nem sentar consigo mais...
5.04.2009
4.30.2009
Grand Paris
http://tinyurl.com/ac2hho
Como eu era o cara do grupo da faculdade que fazia os trabalhos de planejamento urbano (e ninguém sabe minhas metodologias, principalmente eu), e, quando estava sem o stress de ter que entregar tudo, eu até me interessava, esse projeto parece ser bem legal. Já deve ter umas críticas, teorizações e etc... . Mas, para variar, tá cheio de arquiteto fodão com projeto lá (vide Richard Rogers, Jean Nouvel...).
Vou procurar mais sobre o assunto.
pax
4.28.2009
Infância 2
segue mais uma lista das coisas que eu fazia uns 10, 11, 12 anos atrás:
- mandava mensagem para minha mãe pelo BIP (ou seja, bipava ela);
- comprei meu primeiro computador, mas tinha que comprar separadamente o kit multimídia (isso mesmo, o PC vinha sem drive de CD, sem som e sem placa nenhuma...)
- a internet era discada, e só podia usar no final de semana, para não gastar;
- o celular só servia para falar e jogar Snake;
- o SMS era a inovação da inovação;
- usava o ICQ;
- esperava horas por downloads de 232kb;
- queria ter um carro Kadett;
- a marca da moda era Polo Ralph Lauren;
- a barra da calça era rasgada na lateral;
- o club K era a balada;
- verdade ou desafio assustava a galera;
- queria trabalhar, mas sem fazer idéia nenhuma do isso significa (hoje eu sei e não quero mais...);
- as meninas eram um mistério (e ainda são);
- se a gente queria escrever alguma coisa, fazia um diário, e não um blog.
Ah... os anos 90...
pax
4.22.2009
Mas para os que se interessam por um real futuro do Brasil (eu ainda consigo pensar assim), segue uma entrevista interessante:
http://noticias.uol.com.br/cotidiano/2009/04/22/ult5772u3670.jhtm
sobre o "minha vida, minha casa".
De resto, vou tentando voltar ao normal...
pax
4.13.2009
4.09.2009
que maravilha essa profissão que é o arquiteto...
acompanhando um conversa com personagens que não vem ao caso, ouço os seguintes descabimentos:
situação - uma pessoa mostra à outra como ficou seu apartamento após uma reformada razoalvemente complexa.
(em negrito, minhas observações)
(visitante) ficou ótimo seu apartamento, bem espaço, bonito...
(dono) é, chamei um arquiteto, ele fez uns desenhinhos e eu fui decidindo tudo. Desenhinhos? Ah sim, para que ter 5 anos de faculdade? Qualquer um consegue resolver!
(visitante) essa cozinha, aberta para sala, muito boa a idéia!
(dono) queria mudar a cozinha, e percebi que dava para abrir a parede.
(visitante) ótima idéia! Idéia de quem?
(visitante) os banheiros ficaram ótimos!
(dono) é, mandei dividir e criar mais uma suíte. Tranquilo!
(visitante) chato é ter que ficar aguentando pedreiro e pessoal...
(dono) nossa, muito chato! Extremamente incômodo. E ainda ter que ficar tomando conta deles...
até porque, fazer 45 ligações por dia para o arquiteto só para saber o que exatamente eles estão fazendo, ou mandar fazer alterações sem nos consultar (para isso, não liga, só comunica depois que vimos) é cuidar.
Por esse menosprezo, que não é a primeira vez que eu vi, é que acho que não posso ter dó de cliente não... e cobrar muito bem cobrado pelos "desenhinhos"!
pax
4.07.2009
Contas
até aí ok. Segue a reportagem:
"Um spray criado por pesquisadores do Hospital Royal Victoria de Belfast, Irlanda do Norte, pode ajudar homens que sofrem de ejaculação precoce a prolongar o tempo da relação sexual em até seis vezes."
legal. Segue:
"Os homens que usaram o medicamento em testes cinco minutos antes do sexo estenderam o tempo da relação entre 30 segundos e quatro minutos."
Espera aí!!!! 4 MINUTOS !!! E ISSO É SEIS VEZES MAIS???
fazendo conta...
40 segundos! Uma relação teria 40 segundos!
Isso que é rapidinha...
pax
4.06.2009
Infância
com toda sobriedade dos meus 22 (quase 23) anos, lembro de coisas puras que já não acontecem mais...
- entrava na casa do vizinho da minha avó pelo telhado, só pelo prazer do perigo;
- assistia tintim, doug fanny, castelo ra-tin-bum e ducktales;
- criava pistas de corrida com lego, que viravam fortes dos comandos em ação, que viravam cabanas onde eu ficava a tarde inteira (sem sair do meu quarto);
- amarrei um boneco num elástico e jogava pela janela, só para brincar de buggy jump;
- desenhava estórias em quadrinhos (eram toscos, com a qualidade igual aos milhares de bonecos de palitos que vemos pela net como o dr. pepper, mas com roteiros muito melhores);
- nunca tive um videogame;
- andava de bicicleta no parque villa lobos;
- acreditava no papai noel;
- ouvia mamonas assassinas e assistia o ayrton senna;
- vi o tetra campeonato do Brasil;
- as olimpíadas de Barcelona;
- e os títulos mundiais do São Paulo;
- lia monteiro lobato;
- e mônica também (tenho até hoje);
- minhas calças tinham proteção no joelho, para não rasgar;
que saudades dessa época!
pax
4.03.2009
4.01.2009
Medo
O que é esse medo? Segundo os pais dos burros digitais, o wikipedia, medo é:
"(...) Medo é uma reação obtida a partir do contato com algum estímulo físico ou mental (interpretação, imaginação, crença) que gera uma resposta de alerta no organismo. Esta reação inicial dispara uma resposta fisiológica no organismo que libera hormônios do estresse (adrenalina, cortisol) preparando o indivíduo para lutar ou fugir.(...)"
Meus maiores medos são os da mente e do coração. Físicos eu tenho medo, mas qualquer coisa, é só se borrar e já era.
Mas não tem jeito. Para lidar com eles, só identificando e enfrentando. Sempre sair da zona de conforto. Nunca acomodar. Aliás, isso serve em praticamente qualquer coisa da vida.
O medo é um sinal. Mas não pode nos travar.
pax
3.31.2009
Tuíter
Não sei para que serve, não sei o que faz. To vendo que é só mais um negócio para me distrair do trabalho hehehe...
http://twitter.com/Roilson
(tem alguma parada de @roilson, mas eu não gostei mto disso, foneticamente falando...)
pax
3.30.2009
Você
Isso é fato.
Relacionamentos são complicados.
Mas e nós? Como lidar com isso?
Dúvidas que passam pela minha pobre mente atormentada sempre. O ponto fundamental é saber que não há uma resposta para esse questionamento, e todas as respostas são válidas, a gente que tem que achar uma que se adequa a nossa vida, e a cada situação.
E para isso, uma boa viagem ao nosso interior. Como é importante nos colocarmos em primeiro lugar as vezes... isso me lembra a definição de humildade:
"(...)Humildade vem do Latim "humus" que significa "filhos da terra" (...). A humildade não é depreciação de si mesmo, não é ignorância com relação ao que somos, mas ao contrário, se tem conhecimento exato do que não somos. Se apresenta com humildade, sem que a vaidade se manifeste. (...)Ter humildade não significa ser servil. Ter humildade não é signo de fraqueza."
Conseguir lidar com nossos sentimentos, não tentar controlá-los, e sim saber viver com eles, nos faz refletir melhor e agir melhor. Porque o erro faz parte, e o medo também.
Como disse o Giba, um amigo meu: "a dor não é mal por si só. Ela indica que algo está errado conosco, e temos que reagir."
Estou numa busca intensa. Mas agora vejo que vou conseguir pensar mais. É duro, mas é necessário. Talvez isso é o que chamam de amadurecer.
pax
(esse post aconteceu graças ao Danton. 13 anos de ajuda, diversão e ótimos conselhos.)
3.25.2009
Por quê?
por que eu tenho um blog?
Logicamente, para poder divagar e refletir sobre minhas próprias (ou não) questões. E para extravazar também...
(porque meu cérebro não aceita HD externo).
pax
Para pensar...
A chamam de 'crise do quarto de vida'.
Você começa a se dar conta de que seu círculo de amigos é menor do que há alguns anos.
Se dá conta de que é cada vez mais difícil vê-los e organizar horários por diferentes questões: trabalho, estudo, namorado(a) etc..
E cada vez desfruta mais dessa cervejinha que serve como desculpa para conversar um pouco.
As multidões já não são 'tão divertidas'... E as vezes até lhe incomodam.
E você estranha o bem-bom da escola, dos grupos, de socializar com as mesmas pessoas de forma constante.
Mas começa a se dar conta de que enquanto alguns eram verdadeiros amigos, outros não eram tão especiais depois de tudo.
Você começa a perceber que algumas pessoas são egoístas e que, talvez, esses amigos que você acreditava serem próximos não são exatamente as melhores pessoas que conheceu e que o pessoal com quem perdeu contato são os amigos mais importantes para você.
Ri com mais vontade, mas chora com menos lágrimas e mais dor.
Partem seu coração e você se pergunta como essa pessoa que amou tanto pôde lhe fazer tanto mal.
Ou, talvez, a noite você se lembre e se pergunte por que não pode conhecer alguém o suficiente interessante para querer conhecê-lo melhor.
Parece que todos que você conhece já estão namorando há anos e alguns começam a se casar.
Talvez você também, realmente, ame alguém, mas, simplesmente, não tem certeza se está preparado (a) para se comprometer pelo resto da vida.
Os roles e encontros de uma noite começam a parecer baratos e agir como um(a) idiota começa a parecer, realmente, estúpido.
Sair três vezes por final de semana lhe deixa esgotado(a) e significa muito dinheiro para seu pequeno salário.
Olha para o seu trabalho e, talvez, não esteja nem perto do que pensava que estaria fazendo. Ou, talvez, esteja procurando algum trabalho e pensa que tem que começar de baixo e isso lhe dá um pouco de medo.
Dia a dia, você trata de começar a se entender, sobre o que quer e o que não quer.
Suas opiniões se tornam mais fortes.
Vê o que os outros estão fazendo e se encontra julgando um pouco mais do que o normal, porque, de repente, você tem certos laços em sua vida e adiciona coisas a sua lista do que é aceitável e do que não é.
Às vezes, você se sente genial e invencível, outras... Apenas com medo e confuso (a).
De repente, você trata de se obstinar ao passado, mas se dá conta de que o passado se distancia mais, e que não há outra opção a não ser continuar avançando.
Você se preocupa com o futuro, empréstimos, dinheiro... E como construir uma vida para você.
E enquanto ganhar a carreira seria grandioso, você não queria estar competindo nela.
O que, talvez, você não se dê conta, é que todos que estamos lendo esse textos nos identificamos com ele. Todos nós que temos 'vinte e tantos' e gostaríamos de voltar aos 15-16 algumas vezes.
Parece ser um lugar instável, um caminho de passagem, uma bagunça na cabeça... Mas TODOS dizem que é a melhor época de nossas vidas e não temos que deixar de aproveitá-la por causa dos nossos medos...
Dizem que esses tempos são o cimento do nosso futuro.
Parece que foi ontem que tínhamos 16...Então, amanha teremos 30?!?! Assim tão rápido?!?!
FAÇAMOS VALER NOSSO TEMPO... QUE ELE NAO PASSE EM VÃO!
A vida não se mede pelas vezes que você respira, mas sim por aqueles momentos que lhe deixam sem fôlego...
autor desconhecido...
recebi por email, mto bom!
pax
3.19.2009
Futilidades
fone bluetooth
máquina de sucos
massageador elétrico para as costas
óculos escuros (modelos variados)
ipod touch
bateria
TV 73"
um escravo
uma filial do burger king na minha casa
um sistema de automação para minha casa
uma máquina de cartão de crédito e débito portátil
um radar de velocidade
coisas assim...
pax
3.17.2009
Uma verdade conveniente
"Meninas de todo o Brasil, tenho um conselho valioso para dar aqui: Se você acabou de conhecer um rapaz, ficou com ele algumas vezes e já está começando a imaginar o dia do seu casamento e o nome dos seus filhos, pare agora e me escute!Na próxima vez que encontrá-lo, tente (disfarçadamente) descobrir como é sua barriga. Se for musculosa, torneada, estilo 'tanquinho', fuja! Comece a correr agora e só pare quando estiver a uma distância segura. É fria, vai por mim. Homem bom de verdade precisa, obrigatoriamente, ostentar uma barriguinha de chopp. Se não, não presta.Veja bem, não estou falando daqueles gordos suados, que sentam horas na frente da televisão com um balde de frango frito, e que, quando se abaixam, mostram um cofre peludo. Não!Estou me referindo àqueles que, por não colocarem a beleza física acima de tudo (como fazem os malditos metrossexuais) , acabaram cultivando uma pancinha adorável. Esses, sim, são pra manter por perto.E eu digo por quê. Você nunca verá um homem barrigudinho tirando a camisa dentro de uma boate e dançando como um idiota, em cima do balcão. Se fizer isso, é pra fazer graça pra turma - e provavelmente será engraçado, mesmo. Já os 'tanquinhos' farão isso esperando que todas as mulheres do recinto caiam de amores - e eu tenho dó das que caem.Quando sentam em um boteco, numa tarde de calor, adivinha o que os pançudos pedem pra beber? Cerveja! Ou Coca-cola, tudo bem também. Mas você nunca os verá pedindo suco ou coca-light. Ou, pior ainda, um copo com gelo, pra beber a mistura patética de vodka com 'clight' que trouxe de casa. E você não será informada sobre quantas calorias tem no seu copo de cerveja, porque eles não sabem e nem se importam com essa informação.E no quesito comida, os homens com barriguinha também não deixam a desejar.Você nunca irá ouvir um 'ah, amor, 'Quarteirão' é gostoso, mas você podia provar uma 'McSalad' com água de coco'. Nunca! Esses homens entendem que, se eles não estão em forma perfeita o tempo todo, você também não precisa estar. Mais uma vez, repito: não é pra chegar ao exagero total e mamar leite condensado na lata todo dia! Mas uma gordurinha aqui e ali não matará seu relacionamento.Se ele souber cozinhar, então, bingo! Encontrou a sorte grande, amiga. Ele vai fazer pra você todas as delícias que sabe, e nunca torcerá o nariz quando você repetir o prato. Pelo contrário, ficará feliz.Outra coisa fundamental: homens barrigudinhos são confortáveis! Experimente pegar a tábua de passar roupas e deitar em cima dela. Pois essa é a sensação de se deitar no peito de um musculoso besta. Terrível!!!Gostoso mesmo é se encaixar no ombro de um fofinho, isso que é conforto. E na hora de dormir de conchinha, então? Parece que a barriga se encaixa perfeitamente na nossa lombar, e fica sensacional.Homens com barriga não são metidos, nem prepotentes, nem donos do mundo.Eles sabem conquistar as mulheres por maneiras que excedem a barreira do físico. E eles aprenderam a conversar, a ser bem humorados, a usar o olhar e o sorriso pra conquistar.É por isso que eu digo que homens com barriguinha sabem fazer uma mulher feliz!
Texto de Carla Moura (Psicóloga, especialista em Sexologia, Terapia de Casais )"
Ponto 1: não me recordo de dançar sem camisa. Mas dariam risada certeza.
Ponto 2: prefiro coca light por questões de paladar (mas certeza que eu prefiro a cerveja em primeiro lugar)
Ponto 3: humildemente roubado desse blog, que roubou de outro:
www.frasqueira.blogspot.com
pax
3.12.2009
3.06.2009
Deixando claro primeiramente que o ato do estupro é uma barbárie, em qualquer situação.
Meu ponto vai sobre a excomunhão: acredito que a Igreja Católica está defendendo seu ponto de vista. Toda sua doutrina passa em defesa da vida, e para os católicos (ou deveria ser), a vida começa na concepção. Ou seja, um aborto seria um crime há uma vida (no caso, duas) que já está lá. É uma discussão complexa, porque envolve a saúde da menina, mas e as vidas que estão com ela? São culpadas da barbárie?
Talvez a excomunhão tenha sido uma atitude exagerada, mas as pessoas tem que respeitar as opiniões divergentes. Não é nisso que se consegue um bom debate? São as opiniões contrárias que formam uma decisão mais consciente.
A Igreja católica pede a obediência aos seus preceitos para os seus seguidores. E, ao contrário do passado, se você não gosta, pode pular fora do barco. O papa já disse, que não importa a quantidade a ele, e sim a qualidade dos fiéis. Paremos com essa hipocrisia! Na hora de ver um santo, todo mundo fica feliz, vai na missa, faz procissão. Quando surge uma opinião contrária ao senso mundano, a galera mete o pau na Igreja.
Isso tudo só reforça uma coisa que eu venho aprendendo faz tempo. Toda história tem 2 lados (ou mais...).
pax
3.04.2009
No worries

1.28.2009
2010
Estou em dúvida:
o plano - viajar para a Europa e trabalhar com arquitetura lá.
a dúvida: London ou España?
sugestões?
pax
1.09.2009
Que lado
você é a favor de sacrificar poucos em prol de muitos ou não sacrificar ninguém e manter todos bem (mas sem avançar)?
pax
MEMEROI
É um bom trabalhinho de começo de ano...
aí vai:
1 - pouca gente sabe meu nome de verdade. Só estou me acostumando a ouvir ele agora no escritório.
2 - minha mente divaga mais rápido que eu. Posso estar numa roda, no meio de uma conversa, que meu cérebro resolve ir passear e me deixa com cara de autista. O mais legal é que eu sempre volto dessas viagens com um comentário absolutamente non-sense (para as outras pessoas).
3 - adoro ler. Bula de remédio, Harry Potter, blogs, vidro de xampu, placas, qualquer coisa.
4 - Nunca tive um videogame.
5 - Junkie food é um ponto fraco para mim. E ultimamente japonês também (taí minha querida almofada adiposa que não me deixa mentir).
6 - não consigo ficar sem nada para fazer. Isso me irrita de um modo que até eu desacredito. Eu preciso fazer algo que me faça pensar que o dia valeu minimamente a pena. Por isso que minhas ressacas são uma merda. Porque não consigo fazer nada.
só isso...
pax





