4.01.2011

mais do mesmo

No meio da mesmice
Há que se prosseguir
Cercado da calmaria
Há que se remar

E, tolos, não sabem
O motivo de minha revolta
Ficam atolados em si
Parados em volta

Palavras já não me bastam
Abraços já não convencem
Cumprimentos no vazio
Busco o silêncio

Pego a força renovada
Que há de emergir de mim
Nova estória a contar
Ou o fim.

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