5.25.2011

fatos da vida.

Texto retirado do blog www.rafabarbosa.com. O nome do cara é o mesmo do meu, e este texto reflete minha condição divina...

(...)

De acordo com a cultura popular brasileira, Santo Antônio é o santo responsável por encomendar, via intervenção divina, o casamento de seus devotos (na grande maioria devotas, claro). Ou seja, ele é o Santo Casamenteiro. Refletindo um pouco sobre a minha vida nos últimos anos, cheguei a conclusão de que eu sofro da Síndrome de Santo Antônio.

Você deve estar se perguntando nesse momento o que se trata essa tal de síndrome de Santo Antônio. Bom, se acompanhasse a minha vida saberia exatamente o que quero dizer com isso, mas, se essa é a primeira vez que você acessa esse diário virtual, sinta-se em casa e deixe-me explicar o que isso quer dizer.

Basicamente, toda garota pela qual me interesso ou me interessei nos últimos anos arrumou um namorado ou voltou com o ex-namorado. Em alguns casos, houve até noivado, o que me coloca no rumo certo da canonização pelo Vaticano.


Tire esse sorrisinho da cara, pois a minha situação não é nada engraçada. Eu não pedi esse “poder divino”. Aliás, eu odeio o fato de exercer esse tipo de influência no destino das pessoas. Mas, é inevitável que isso vem se tornando algo deveras desagradável.

Tudo começa mais ou menos assim:

Rafael: Nossa, cara. To afim da X, hein. Vou investir.

Amigo: Boa, garoto. Vale a pena. Boto fé.

Rafael: Valeu, amigo.

Começo a investir na garota. Chamo pra sair, masco, masco, converso e combinamos um dia pra sair.

A partir do momento que desenvolvo o interesse e começo a conversar com a garota, há uma espécie de pequenas coincidências organizadas ao acaso no universo que contribuem para os seguintes casos:

Menina 1: Nossa, Rafa. Acho que o cinema não vai rolar.

Rafael: Ah, por que não?

Menina 1: Então… é que eu voltei com o meu namorado. Percebi que eu amo aquele cara mais do que tudo no mundo e morreria se não voltasse com ele. Vamos no cinema amanhã. Digo, não eu e você, mas eu e ele.

Rafael: Ok. Morra.

Na maioria dos casos, o fato de chamar a garota pra sair desperta nela sentimentos adormecidos pelo ex-namorado que até então ela ignorava. E eles voltam com tudo.


Outra situação hipotética da Síndrome de Santo Antônio:

Rafael: E ai, fulaninha. Tá de pé aquela nossa saída, né?

Menina 2: Claro, Rafa! Nossa, hoje vou numa festa. To meio desanimada, mas né? Tenho que ir.

Rafael: Pow, vai lá. Boa festa. Aproveita.

Menina 2: Pode deixar que aproveito sim.

No dia seguinte…

Rafael: E aí moça, como foi a festa?

Menina 2: Perfeita, Rafa. Fiquei com o Fulaninho. Foi tão lindo.

Rafael: Legal.

Dois dias depois…

Menina 2: Raaaaaaaaaaaaaaaafa!!!!!

Rafael: Eu! (com um sorriso na cara e uma felicidade extrema por não ter sido eu a puxar papo dessa vez)

Menina 2: TO NAMORANDO. NA-MO-RAN-DO! TENHO UM NAMORADO E ELE NÃO É VOCÊ.

Rafael: … (Acabou de se enforcar no quarto).

Chega a ser irritante esse tipo de coisa. Não sei se já contei aqui no blog, mas no carnaval de 2007 (o ano em que eu estava demais no quesito ‘pegar mulher’) fiquei com uma garota. Era na cidade de Raul Soares, conhecida pelos términos de namoro às vésperas da grande festa da carne.

Não sabia que a garota em questão era adepta dessa prática até o momento em que, abraçados, ela olha para o Trio Elétrico do mestre Luciano Olimpo e se depara com o ex-namorado rebolando, dançando e chamando a atenção das outras fêmeas no local.

Obviamente ela me largou e voltou com o cara…

Sim, amigos. Acredito que em breve, dentro de alguns anos, terei igrejas construidas em meu nome ostentando várias imagens e esculturas com a minha aparência. Meu apartamento se tornará um lugar santo, visitado por mulheres de todos os cantos do mundo (que não terão o menor interesse sexual ou amoroso em mim, por assim dizer).

Pesquisando na internet não achei nenhuma cura para a Síndrome de Santo Antônio, o que diminuiu um pouco as minhas esperanças. Mas, como sou um cara que está sempre de bem com a vida, não vou me deixar abater. Com grandes poderes vem grandes responsabildades, mesmo que sexo não seja uma delas.

Com tanto santo legal por aí, com poderes legais, me sobrou logo aquele com o poder de fazer as pessoas se casarem. Sacanagem comigo, hein Deus? Seu fanfarrão.


Rafa Barbosa, eu compartilho sua dor. Também tenho esse poder...

escrever

escrevo palavras soltas. Soltas porque meus pensamentos são soltos. E escrevo, porque são desejos. Desejos que precisam ser livres, em forma de pensamento. Escrevo desejos, que são palavras soltas. O anseio da escrita me persegue como forma de jorrar um gozo de algo desconhecido. Escrevo porque meus desejos estão envoltos de medo. Egoístas, os escrevo, porque com eles transcrevo vontades de minha alma. E tudo é sentido. Escrevo, porque assim alivio o peso do peito, transformado em palavras. Escrevo, com o desejo de esvaziar e encher essas linhas sem sentido. Escrevo numa tentativa vã de juntar o que vejo com o que sinto. Digito palavras pelo prazer de vê-las saindo, formando idéias que são novas até para mim. Escrevo para poder amar. Amo minhas palavras, meus desejos, meus anseios. Escrevo sonhos. Porque deixam de ser sonhos e se transformam em letras, e qualquer um pode interpretá-las, juntá-las, e criar seu sonho. Fujo escrevendo, tento chegar perto escrevendo. A magia da escrita não pertence a mim. Pertence a quem lê. E eu, sendo meu leitor, crio e recrio meu mundo dentro das palavras, que vieram de mim, mas não são minhas. E as reorganizo, para criar meus sonhos novos.

Escrevo sofrimentos. Escrevo histórias, me revelo em poemas. As letras não são minhas. Nunca serão. São do mundo, igual à mim. Sou de ninguém e sou de todos, igual letras. Escrevo porque sou vontade do meu ego.

Escrevo porque não sou escritor. Sou igual minhas palavras, um ajuntado, um amontoado, que, dependendo de quem lê, pode, um dia, fazer algum sentido.

5.24.2011

Por inteiro. Desejo por inteiro. Anseio pelo todo. Já não vivo mais no tempo das parcialidades. Sei o que passei, o que fiz sofrer, onde sofri. Quero, de novo, pois não há como viver sem. Mas quero inteiro. Quero que nos completemos. Quero que seja melhor que meus sonhos, que me faça sorrir, e que eu consiga fazer sorrir.
Sei o que posso oferecer. Sei que tenho muito a aprender. Estou disposto a largar-me no vazio, percorrer os passos, oferecer meus lábios, transformar meu abraço em abrigo. Pois apaixonar-se é fácil, o problema são as pessoas que escolhemos para a empreitada. E quero acertar.
Porque acertar não significa não errar, mas sim a vontade de seguir juntos. Sem amarras, só o presente, e sonhando o futuro.
Chega de parcialidades. Chega de indecisão. Chego ao ponto que acredito que eu posso demandar isso. Não sou perfeito, nem busco perfeição. Quero o melhor, o sentimento de unicidade. Poder proclamar meu amor, sem ser condenado.

Porque hoje eu posso ser, um novo homem pelo teu poder, renascer.

5.23.2011

trechos

"Eu não vou esquecer. Por anos achei que eu poderia esquecer, remover de mim, começar do zero. Esse tipo de coisa não existe. Nunca existirá. Fico imaginando, hoje, porque eu achava que algo assim iria acontecer. Esquecer. Para mim, esquecer, somente assuntos sem importância. O que me marca, não esqueço. Posso até bloquear, mas não esqueço."

"É o medo. O medo de encarar de frente, achar que nos magoaremos ainda mais. É o medo do novo. Medo de ser magoado de novo. Medo. Medo. Palavra pequena, significado enorme."

"Há de se aprender que deixar para trás não é esquecer. É crescer. É absorver, e com isso, seguir em frente. Nada voltará. Porque será que ficamos esperando isso? Porque nos prendemos tanto ao passado, a algo que sabemos que não teremos mais? E se tivermos, nunca será igual ao que era. Somos constante mudança. Independente para que lado vamos, estamos sempre indo. Ficar parado é um contrassenso, e uma ilusão. E, sinceramente, a ilusão que eu quero é o do meu mundo da imaginação. O mundo da criança, que talvez, hoje, eu saiba deixar aparecer mais."

"Ouvimos sempre que o problema é a sociedade. Ela é mal, ela corrompe, leva você no turbilhão da correria e do estresse, sem deixar tempo de pensarmos, de vivermos, de sermos. Ora, a sociedade é formada por nós mesmos! Quem é o culpado? Paremos de transferir nossas falhas à outrem. Todos somos tão falhos, que é injusto transferirmos nossas falhas para outra pessoa. E até porque, se transferirmos nossas falhas, com o que iremos trabalhar para melhorar? Com o nada, que sobrou em nós? Somos constante mudança."

"Peço que nos libertemos de nós mesmos. E isso não quer dizer esquecer. É juntar tudo o que temos, parar, avaliar, jogar fora o que não precisa, guardar o que amamos, e continuar a andar."

"Um dia sempre perceberemos que a grande cicatriz que levamos no coração na verdade é apenas um arranhão na pele, que nem marca deixa. Depende de como cuidamos."

"Agradeço à todo meu passado. Ele me fez ser a pessoa que sou hoje. Toda a alegria, toda a dor, todo o mistério, todo o conhecimento, me deixou preparado para o desconhecido.'

"Eu quero que você venha comigo. Mas não peço. Ofereço. A sua liberdade fará você vir. Ou me fará perceber que devo ir."

"Imaginem que não existe ninguém que te ame incondicionalmente. Você amaria incondicionalmente, mesmo assim?"

"Sabedoria é perceber a beleza em cada gesto, de cada pessoa, a todo momento."

5.17.2011

composição

Eu sei que você tem jurado
Eu li suas queixas
E ainda eu tenha sido avisado para viver um dia após o outro
Mas algo tem tomando o controle

Vem, me dê a mão
O tempo mudou
É meu tempo para você
E seu tempo para mim também

A gente agora já não tinha medo
Abaixe suas armas
Renda-se a mim
Quem já conseguiu dominar o amor?

Histórias que nos contam na cama
Antes da gente dormir
E eu acho tão bonito isso
De parecer abstrato

Fique por perto agora
E talvez aparecerá
O sorriso do mar
E as conchas que vem avisar

Vem, me dê a mão
Todo o sopro que apaga uma chama
Reacende o que for para ficar
Renda-se a mim

Eu sei que eu não fazia parte dos planos
Mas não fuja não
O sol brilhará para nós
É nosso tempo de dançar

Como você se sente em meus braços?
Você gosta? Você precisa?
Como você descreve um sentimento?
Eu só havia sonhado com isso...

E agora era fatal
Que o faz de conta terminasse assim
Para lá desse quintal
Em uma noite que não tem mais fim.

(baseado na peça Música para cortar os pulsos)

5.11.2011

Um dia hei de entender
Como funciona essa coisa de amar
Esse negócio de querer estar
Entenderei e irei aplicar

Porque se amo
Te afastas
Se ignoro
Permaneces

Se faço tudo
Não há nada
Mas no meu nada
Há tudo

Alguém há de escrever uma cartilha
Que ensina a partilha
Ou talvez a psicologia
Porque parece-me amar tão difícil sina

Sinto que queremos virar amores irreais
Amor de livro
Que não é sentido
Nem é de pele

Mas eu brado na minha confusão
Eu quero a troca de abraços
Juntar-se num só traço
Encostar em teus lábios

Quero a paixão
Mas quero o amor
De desejos não quero viver
Mas por inteiro te querer