12.22.2012

Why love isn´t always the answer?

Dívida, medo, solidao, fuga, conformismo, paralisia.

Por que o amor nao é sempre a resposta?

Família, conforto, estabilidade, futuro, objetivo, ganância, casa, acumular.

Por que o amor nao é sempre a resposta?

Drogas, bebida, balada, one night stand, felicidade, comprimidos, corpo, sucesso.

Por que o amor nao é sempre a resposta?

Indiferença, riqueza, pobreza, luta, apatia, realidade.

Por que o amor nao é sempre a resposta?

Presentes, ausência, brigas, vitória, heróis, círculo, mesmice.

Por que o amor nao é sempre a resposta?

Inteligência, cultura, viagens, platinum, luxo, bon vivant.

Por que o amor nao é sempre a resposta?

9.03.2012

cavalos de pau


Eu jamais me atreveria tentar entender, ou explicar o sentimento das pessoas mais próximas a ele. Afinal, apesar de conhecê-lo um pouco, não era tão próximo dele.

Por isso, prefiro lembrá-lo pelos momentos que passei com ele. E admirá-lo pela felicidade e fé das pessoas mais próximas a ele.

O que eu sei, é o que todos sabem: ele é especial. Ele tocou as pessoas. Sua história fez muitos mudarem, fez muitos se unirem, muitos orarem. Surgiu muito alarde também. Talvez até um princípio de “oba-oba”, alguma mitificação exagerada, coisas que não concordei na época.

Na verdade, lembro mais dele pela felicidade simples que ele me passava durante o tempo que estive junto dele. Da risada que ele dava quando me pediu para ficar fazendo cavalos de pau nas ruas da Riviera de São Lourenço, quando fomos viajar. De ficarmos jogando futebol americano e bumerangue no meio da praia. Das piadas sujas e completamente impróprias de serem escritas aqui. De noites jogando videogame. Da sua fé inabalável (que eu, questionador e às vezes polêmico, não conseguia compreender). E de como ele fazia bem para o meu afilhado de crisma.

Uma semana depois de ele ter ido de encontro ao pai, por culpa daqueles desígnios secretos maravilhosos de Deus, tive que passar, por causa do trabalho, na frente da Riviera de São Lourenço. Fui, vistoriei uma obra, e na volta, não aguentei e entrei na Riviera. Fui até a mesma rua que, alguns meses atrás, ele havia me pedido para fazer os cavalos de pau com o carro. E fiz de novo, chorando de tristeza e felicidade, completamente em paz. E, naquele momento, girando com o carro, entendi um pouco do que ele foi para mim, o que foi para nós.

O nosso milagre.

Um ano se passou. E pode passar a vida inteira. Mas aquele momento, que eu fiquei girando meu carro numa rua de areia, com todo aquele turbilhão de emoções, e ao mesmo tempo, em paz, já é suficiente para eu agradecer a Deus pela vida que tive.

Obrigado Renato.