11.21.2011

brilho

Eu vi brilhar. Uma luz diferente, única. E a única coisa que pude fazer, foi sorrir. Essa luz, tão inesperada, tão marcante, me deu a certeza de continuar, de querer mais, e de agradecer.
Esse brilho surgiu nos seus olhos. Eles já brilhavam. E continuam brilhando. Mas, naquele momento, eu vi brilhar mais intenso, mais forte, mais sincero. E apesar de eu não perguntar mais as razões da vida, não consigo acreditar nesse presente que eu estou recebendo. Na profundidade disso. De como faz bem, como faz eu querer fazer bem. Quero melhorar. Quero ser melhor para você. Já sou melhor por sua causa. Já sou feliz porque vi esse brilho. De poder partilhar. De poder ver seu sorriso, sua risada, seu olhar profundo, de poder admirar-te. Me perco tanto em você que viro eu mesmo, simples puro.
Quero ser seu abrigo, compartilhar suas lágrimas, virar seu amigo, roubar seus lábios, ter seus abraços, nos perder em carícias, ver juntos o fim do dia...

e sempre, sempre, quero esse brilho.

11.07.2011

Durante muito tempo eu questionava os motivos do universo. Porque algo acontecia? Como isso refletia em mim? Minhas buscas pareciam intermináveis. Ansiava respostas. Acreditava percorrer um bom caminho, boas buscas, boas tentativas, e enormes conquistas.
Mas o que eu não sabia, conscientemente, é que estudar o caminho é metade dele. Ninguém vive o caminho sem percorrê-lo... os sinais começaram a aparecer, pedindo para eu voltar para a paz. Parar de encher a cabeça, usar a razão, minha grande amiga e pior inimiga, e viver. Simples. Simplicidade...
Sem entender direito, acho que acabei me permitindo levar. Parei de questionar o universo. Me deixei levar por ele, de coração aberto. Re-conheci pessoas velhas, conheci novas... me deixei ser somente um canal.

Vieram coisas boas. Sinais novos.
E viro novo compasso de espera. Será?

9.26.2011

limbo.
vivo o limbo, o entremeio, o espaço. Não estou em lugar algum. Passo a permear dois mundos, odiá-los, respeitá-los, e sem sucesso, entendê-los.
Existo e não pertenço.

Há de se saber se existe algo melhor do outro lado. Ou fico pelo meio.

6.22.2011

velha terra

Antigo sonho
Nova realização
Visitar o passado
Pisar o novo chão

Percorrer o velho caminho
Buscar a história
Aprender a viver sozinho
A hora é agora

Ver o conhecido
Descobrir o infinito
Renovar

É partir
Sabendo que tu me esperas
Ao regressar

É saber
Que o melhor está por vir
E sorrir

Porque vou sabendo que volto
Porque volto sabendo que amo
E amo, porque conseguimos amar.

6.14.2011

estória

Heróis e mocinhas
Animais e fantasias
Preenchem a história
E ganham vida

Romance, suspense
Medo, amor
A gente já sente
E segue com uma flor

Nós já somos
Novo livro a escrever
Nova estória a se viver

Beijos e desejos
Lampejos e segredos
Já o somos, e seremos.

6.07.2011

garotos

Leoni já escreveu o que eu queria dizer...


Seus olhos e seus olhares
Milhares de tentações
Meninas são tão mulheres
Seus truques e confusões
Se espalham pelos pêlos
Boca e cabelo
Peitos e poses e apelos
Me agarram pelas pernas
Certas mulheres como você
Me levam sempre onde querem

Garotos não resistem
Aos seus mistérios
Garotos nunca dizem não
Garotos como eu
Sempre tão espertos
Perto de uma mulher
São só garotos

Seus dentes e seus sorrisos
Mastigam meu corpo e juízo
Devoram os meus sentidos
Eu já não me importo comigo
Então são mãos e braços
Beijos e abraços
Pele, barriga e seus laços
São armadilhas e eu
não sei o que faço
Aqui de palhaço
Seguindo seus passos

Garotos não resistem
Aos seus mistérios
Garotos nunca dizem não
Garotos como eu sempre tão espertos
Perto de uma mulher
São só garotos....
São só garotos....

Se espalham pelos pêlos
Boca e cabelo
Peitos e poses e apelos
Me agarram pelas pernas
Certas mulheres como você
Me levam sempre onde querem

Garotos não resistem
Aos seus mistérios
Garotos nunca dizem não
Garotos como eu
Sempre tão espertos
Perto de uma mulher

Garotos não resistem
Aos seus mistérios
Garotos nunca dizem não
Garotos como eu
Sempre tão espertos
Perto de uma mulher
São só garotos...
Perto de uma mulher
São só garotos...
Perto de uma mulher
São só ... garotos...

5.25.2011

fatos da vida.

Texto retirado do blog www.rafabarbosa.com. O nome do cara é o mesmo do meu, e este texto reflete minha condição divina...

(...)

De acordo com a cultura popular brasileira, Santo Antônio é o santo responsável por encomendar, via intervenção divina, o casamento de seus devotos (na grande maioria devotas, claro). Ou seja, ele é o Santo Casamenteiro. Refletindo um pouco sobre a minha vida nos últimos anos, cheguei a conclusão de que eu sofro da Síndrome de Santo Antônio.

Você deve estar se perguntando nesse momento o que se trata essa tal de síndrome de Santo Antônio. Bom, se acompanhasse a minha vida saberia exatamente o que quero dizer com isso, mas, se essa é a primeira vez que você acessa esse diário virtual, sinta-se em casa e deixe-me explicar o que isso quer dizer.

Basicamente, toda garota pela qual me interesso ou me interessei nos últimos anos arrumou um namorado ou voltou com o ex-namorado. Em alguns casos, houve até noivado, o que me coloca no rumo certo da canonização pelo Vaticano.


Tire esse sorrisinho da cara, pois a minha situação não é nada engraçada. Eu não pedi esse “poder divino”. Aliás, eu odeio o fato de exercer esse tipo de influência no destino das pessoas. Mas, é inevitável que isso vem se tornando algo deveras desagradável.

Tudo começa mais ou menos assim:

Rafael: Nossa, cara. To afim da X, hein. Vou investir.

Amigo: Boa, garoto. Vale a pena. Boto fé.

Rafael: Valeu, amigo.

Começo a investir na garota. Chamo pra sair, masco, masco, converso e combinamos um dia pra sair.

A partir do momento que desenvolvo o interesse e começo a conversar com a garota, há uma espécie de pequenas coincidências organizadas ao acaso no universo que contribuem para os seguintes casos:

Menina 1: Nossa, Rafa. Acho que o cinema não vai rolar.

Rafael: Ah, por que não?

Menina 1: Então… é que eu voltei com o meu namorado. Percebi que eu amo aquele cara mais do que tudo no mundo e morreria se não voltasse com ele. Vamos no cinema amanhã. Digo, não eu e você, mas eu e ele.

Rafael: Ok. Morra.

Na maioria dos casos, o fato de chamar a garota pra sair desperta nela sentimentos adormecidos pelo ex-namorado que até então ela ignorava. E eles voltam com tudo.


Outra situação hipotética da Síndrome de Santo Antônio:

Rafael: E ai, fulaninha. Tá de pé aquela nossa saída, né?

Menina 2: Claro, Rafa! Nossa, hoje vou numa festa. To meio desanimada, mas né? Tenho que ir.

Rafael: Pow, vai lá. Boa festa. Aproveita.

Menina 2: Pode deixar que aproveito sim.

No dia seguinte…

Rafael: E aí moça, como foi a festa?

Menina 2: Perfeita, Rafa. Fiquei com o Fulaninho. Foi tão lindo.

Rafael: Legal.

Dois dias depois…

Menina 2: Raaaaaaaaaaaaaaaafa!!!!!

Rafael: Eu! (com um sorriso na cara e uma felicidade extrema por não ter sido eu a puxar papo dessa vez)

Menina 2: TO NAMORANDO. NA-MO-RAN-DO! TENHO UM NAMORADO E ELE NÃO É VOCÊ.

Rafael: … (Acabou de se enforcar no quarto).

Chega a ser irritante esse tipo de coisa. Não sei se já contei aqui no blog, mas no carnaval de 2007 (o ano em que eu estava demais no quesito ‘pegar mulher’) fiquei com uma garota. Era na cidade de Raul Soares, conhecida pelos términos de namoro às vésperas da grande festa da carne.

Não sabia que a garota em questão era adepta dessa prática até o momento em que, abraçados, ela olha para o Trio Elétrico do mestre Luciano Olimpo e se depara com o ex-namorado rebolando, dançando e chamando a atenção das outras fêmeas no local.

Obviamente ela me largou e voltou com o cara…

Sim, amigos. Acredito que em breve, dentro de alguns anos, terei igrejas construidas em meu nome ostentando várias imagens e esculturas com a minha aparência. Meu apartamento se tornará um lugar santo, visitado por mulheres de todos os cantos do mundo (que não terão o menor interesse sexual ou amoroso em mim, por assim dizer).

Pesquisando na internet não achei nenhuma cura para a Síndrome de Santo Antônio, o que diminuiu um pouco as minhas esperanças. Mas, como sou um cara que está sempre de bem com a vida, não vou me deixar abater. Com grandes poderes vem grandes responsabildades, mesmo que sexo não seja uma delas.

Com tanto santo legal por aí, com poderes legais, me sobrou logo aquele com o poder de fazer as pessoas se casarem. Sacanagem comigo, hein Deus? Seu fanfarrão.


Rafa Barbosa, eu compartilho sua dor. Também tenho esse poder...

escrever

escrevo palavras soltas. Soltas porque meus pensamentos são soltos. E escrevo, porque são desejos. Desejos que precisam ser livres, em forma de pensamento. Escrevo desejos, que são palavras soltas. O anseio da escrita me persegue como forma de jorrar um gozo de algo desconhecido. Escrevo porque meus desejos estão envoltos de medo. Egoístas, os escrevo, porque com eles transcrevo vontades de minha alma. E tudo é sentido. Escrevo, porque assim alivio o peso do peito, transformado em palavras. Escrevo, com o desejo de esvaziar e encher essas linhas sem sentido. Escrevo numa tentativa vã de juntar o que vejo com o que sinto. Digito palavras pelo prazer de vê-las saindo, formando idéias que são novas até para mim. Escrevo para poder amar. Amo minhas palavras, meus desejos, meus anseios. Escrevo sonhos. Porque deixam de ser sonhos e se transformam em letras, e qualquer um pode interpretá-las, juntá-las, e criar seu sonho. Fujo escrevendo, tento chegar perto escrevendo. A magia da escrita não pertence a mim. Pertence a quem lê. E eu, sendo meu leitor, crio e recrio meu mundo dentro das palavras, que vieram de mim, mas não são minhas. E as reorganizo, para criar meus sonhos novos.

Escrevo sofrimentos. Escrevo histórias, me revelo em poemas. As letras não são minhas. Nunca serão. São do mundo, igual à mim. Sou de ninguém e sou de todos, igual letras. Escrevo porque sou vontade do meu ego.

Escrevo porque não sou escritor. Sou igual minhas palavras, um ajuntado, um amontoado, que, dependendo de quem lê, pode, um dia, fazer algum sentido.

5.24.2011

Por inteiro. Desejo por inteiro. Anseio pelo todo. Já não vivo mais no tempo das parcialidades. Sei o que passei, o que fiz sofrer, onde sofri. Quero, de novo, pois não há como viver sem. Mas quero inteiro. Quero que nos completemos. Quero que seja melhor que meus sonhos, que me faça sorrir, e que eu consiga fazer sorrir.
Sei o que posso oferecer. Sei que tenho muito a aprender. Estou disposto a largar-me no vazio, percorrer os passos, oferecer meus lábios, transformar meu abraço em abrigo. Pois apaixonar-se é fácil, o problema são as pessoas que escolhemos para a empreitada. E quero acertar.
Porque acertar não significa não errar, mas sim a vontade de seguir juntos. Sem amarras, só o presente, e sonhando o futuro.
Chega de parcialidades. Chega de indecisão. Chego ao ponto que acredito que eu posso demandar isso. Não sou perfeito, nem busco perfeição. Quero o melhor, o sentimento de unicidade. Poder proclamar meu amor, sem ser condenado.

Porque hoje eu posso ser, um novo homem pelo teu poder, renascer.

5.23.2011

trechos

"Eu não vou esquecer. Por anos achei que eu poderia esquecer, remover de mim, começar do zero. Esse tipo de coisa não existe. Nunca existirá. Fico imaginando, hoje, porque eu achava que algo assim iria acontecer. Esquecer. Para mim, esquecer, somente assuntos sem importância. O que me marca, não esqueço. Posso até bloquear, mas não esqueço."

"É o medo. O medo de encarar de frente, achar que nos magoaremos ainda mais. É o medo do novo. Medo de ser magoado de novo. Medo. Medo. Palavra pequena, significado enorme."

"Há de se aprender que deixar para trás não é esquecer. É crescer. É absorver, e com isso, seguir em frente. Nada voltará. Porque será que ficamos esperando isso? Porque nos prendemos tanto ao passado, a algo que sabemos que não teremos mais? E se tivermos, nunca será igual ao que era. Somos constante mudança. Independente para que lado vamos, estamos sempre indo. Ficar parado é um contrassenso, e uma ilusão. E, sinceramente, a ilusão que eu quero é o do meu mundo da imaginação. O mundo da criança, que talvez, hoje, eu saiba deixar aparecer mais."

"Ouvimos sempre que o problema é a sociedade. Ela é mal, ela corrompe, leva você no turbilhão da correria e do estresse, sem deixar tempo de pensarmos, de vivermos, de sermos. Ora, a sociedade é formada por nós mesmos! Quem é o culpado? Paremos de transferir nossas falhas à outrem. Todos somos tão falhos, que é injusto transferirmos nossas falhas para outra pessoa. E até porque, se transferirmos nossas falhas, com o que iremos trabalhar para melhorar? Com o nada, que sobrou em nós? Somos constante mudança."

"Peço que nos libertemos de nós mesmos. E isso não quer dizer esquecer. É juntar tudo o que temos, parar, avaliar, jogar fora o que não precisa, guardar o que amamos, e continuar a andar."

"Um dia sempre perceberemos que a grande cicatriz que levamos no coração na verdade é apenas um arranhão na pele, que nem marca deixa. Depende de como cuidamos."

"Agradeço à todo meu passado. Ele me fez ser a pessoa que sou hoje. Toda a alegria, toda a dor, todo o mistério, todo o conhecimento, me deixou preparado para o desconhecido.'

"Eu quero que você venha comigo. Mas não peço. Ofereço. A sua liberdade fará você vir. Ou me fará perceber que devo ir."

"Imaginem que não existe ninguém que te ame incondicionalmente. Você amaria incondicionalmente, mesmo assim?"

"Sabedoria é perceber a beleza em cada gesto, de cada pessoa, a todo momento."

5.17.2011

composição

Eu sei que você tem jurado
Eu li suas queixas
E ainda eu tenha sido avisado para viver um dia após o outro
Mas algo tem tomando o controle

Vem, me dê a mão
O tempo mudou
É meu tempo para você
E seu tempo para mim também

A gente agora já não tinha medo
Abaixe suas armas
Renda-se a mim
Quem já conseguiu dominar o amor?

Histórias que nos contam na cama
Antes da gente dormir
E eu acho tão bonito isso
De parecer abstrato

Fique por perto agora
E talvez aparecerá
O sorriso do mar
E as conchas que vem avisar

Vem, me dê a mão
Todo o sopro que apaga uma chama
Reacende o que for para ficar
Renda-se a mim

Eu sei que eu não fazia parte dos planos
Mas não fuja não
O sol brilhará para nós
É nosso tempo de dançar

Como você se sente em meus braços?
Você gosta? Você precisa?
Como você descreve um sentimento?
Eu só havia sonhado com isso...

E agora era fatal
Que o faz de conta terminasse assim
Para lá desse quintal
Em uma noite que não tem mais fim.

(baseado na peça Música para cortar os pulsos)

5.11.2011

Um dia hei de entender
Como funciona essa coisa de amar
Esse negócio de querer estar
Entenderei e irei aplicar

Porque se amo
Te afastas
Se ignoro
Permaneces

Se faço tudo
Não há nada
Mas no meu nada
Há tudo

Alguém há de escrever uma cartilha
Que ensina a partilha
Ou talvez a psicologia
Porque parece-me amar tão difícil sina

Sinto que queremos virar amores irreais
Amor de livro
Que não é sentido
Nem é de pele

Mas eu brado na minha confusão
Eu quero a troca de abraços
Juntar-se num só traço
Encostar em teus lábios

Quero a paixão
Mas quero o amor
De desejos não quero viver
Mas por inteiro te querer

4.25.2011

começou, não pára.

há lugares aonde ficamos indignados. Há lugares aonde são esquecidos. Há lugares aonde não há dignidade. Há lugares aonde tudo que se tem é o nada, e do nada se tira tudo. Há lugares que são sujos e feios. Há lugares aonde se existe, e não vive.
E há de se aprender, que nesses lugares, há felicidade e esperança. Nesses lugares, lições de vida ocorrem dia a dia, na luta para manter-se existindo. Vida, amor, e até mesmo paz, também coexistem nesses lugares.
Esses lugares, ninguém olha. Têm medo. Medo de ver o que permitimos existir. Não queremos entrar em contato, pois nosso preconceito traz dor. A realidade dói nos olhos. Como pode existir um lugar desses?
Faço um apelo: entremos nesse lugares. Vamos estender a mão. Oferecer, porque a gente pode. A maior mudança ocorrerá em você mesmo. Porque lá, aprenderemos o verdadeiro sentido da compaixão, da entrega, da felicidade. Lá há felicidade. E isso, eles sabem partilhar melhor que nós. Aliás, não existe isso de nós e eles. Somos todos, somos um, somos tudo. Se você quer conforto, dê conforto. Se você quer dignidade, ofereça a alguém. Se você quer amor, ame alguém. Se você quer paz, dê a paz para alguém. Deixe de ser você, e seja o outro.

No final, será a mesma coisa.

4.18.2011

difícil

Sou humano, e isso torna difícil
É difícil ver o que não será
Difícil terminar antes de começar
É difícil chorar

Difícil foi perceber
E responder a dor
Sem perecer
Somente com atos de amor

Sou simples, e é difícil
Ver o mesmo caminho ser trilhado
O mesmo sofrimento ser criado
E ter que ficar calado

É díficil saber que poderia ser mais
É difícil se abrir
E se machucar
E não fechar

É difícil evitar
De ainda sonhar
De esperar
E voltar a caminhar

4.11.2011

aonde fica?

alguém me diz
Aonde está a coragem
O medo apoderou-se
Nada ficou

Porque não acredito em mim
Digo que posso mais?
Só penso no pior do fim
Só penso, outra vez, jamais

Ser o que sou
Mais do que restou
Errar e continuar

Saber que vou acertar
Que vou continuar a tentar
E do medo, ganhar.

Não sei se sabes

Tu me irritas

Por fazer-me pensar em ti

Mais do que eu deveria

Não sei se sabes

Seu tempo não é o meu

E me deixa ansioso

Por um beijo seu

Creio que sabes

E o fazes, por querer

Provar-te-ei

Que mereço tal prazer

Não sei sabes

Tu me exaspera

Me deixa na espera

Com esperanças sinceras

Quero que saibas

Que quero que me queira

Que me queira como te quero

Que vivamos um só querer

4.06.2011

interesso-me

Não me interessa
Se você não gostar
Se você me falar
Que não podemos continuar

Não me interessa
Seus motivos
Suas excusas
Seus traumas

Não me interessa
Meus medos
Minhas convicções
Meus desejos

Não me interessa
Seu retorno
Seu amor
Seus gostos

Me interessa
A epifania criada
A certeza desejada
A vontade do coração

Me interessa
Seu olhar de surpresa
O tímido momento
Contentamento

Sei que sorrirá
Sorriso que pode até cessar
Talvez ele escapará
Talvez ele exista só na alma

Me interessa
Saborear sem pressa
A felicidade alheia
Ao resto, não me interessa.

a cabana

Criança, eu gostava de viver no meu mundo particular, aonde me protegia em uma pequena cabana, que montava com todo o esforço dos meus 8 anos. Era só afastar a cama, colocar os lençóis presos, e pronto. Aí estava meu refúgio particular, que defendia de exércitos inimigos, escondia dentro de uma selva perigosa, ou mesmo, usava para minhas pesquisas “científicas”. Não raro, minha mãe me encontrava lá, dormindo, e me levava para a cama.

Conforme o tempo ia passando, eu inventava novas formas, novas sofisticações para deixar minha cabana ainda mais resistente e aconchegante. Roubava as almofadas da sala e usava como cama, separava a “cozinha” da “sala e da “despensa”, criava saídas secretas (normalmente, era rastejar por baixo da cama), levava lanternas, bolachas, e acreditava piamente que conseguiria passar uma semana entocado lá.

Não me lembro quando foi a última vez que fiz minha cabana. Provavelmente, eu já deveria estar grande demais para entrar no exíguo espaço que ela oferecia, e eu queria explorar espaços maiores, mais desafiadores. Me escondia pelas garagens do prédio, explorava os jardins (quase sempre levando bronca do zelador do condomínio por estar pisando nas pobres plantinhas que vivam num espaço minúsculo), explorava os andares do prédio subindo e descendo as escadas... . E por fim, abandonei minha cabana, pequena na imensidão do universo novo para explorar.

Mas como desejo voltar para a cabana! Fico imaginando, hoje, me espremendo no mesmo espaço que eu ficava confortavelmente há tempos atrás, só para poder reviver o meu universo particular. Ter o lugar para correr quando o mundo adulto desaba (e sim, ele desaba, com uma facilidade incrível, que não percebemos quando criança), me esconder, me proteger, me preparar para a nova batalha do dia a dia.

E, se fosse hoje, o que eu levaria comigo? Provavelmente, quase nada. Deixaria todas as máscaras do mundo adulto do lado de fora, e junto com elas, alguns pensamentos perversos que as vezes circundam minha cabeça. Deixaria entrar a compaixão, a honestidade, a bondade que está dentro de mim, e encontraria lá um lugar seguro para viver com merecemos, e não como o mundo nos pede.

Levaria também a pessoa que compartilhará meu mundo, mesclando com o dela. Deixaria até ela fazer algumas pequenas mudanças, trazer algo seu, para acrescer ao meu universo. E criaremos um novo mundo, mágico, onde partilharemos nossos melhores sorrisos, nossos amores sinceros, e lidaremos com nossos medos. E quando sairmos de lá, aprenderemos a levar nossa pequena cabana no coração, para guardar nela tudo o que há de melhor em nós, e mais ainda, para podermos convidar mais pessoas a conviver dentro da cabana, e, por fim, transformá-la em nosso mundo.

4.01.2011

mais do mesmo

No meio da mesmice
Há que se prosseguir
Cercado da calmaria
Há que se remar

E, tolos, não sabem
O motivo de minha revolta
Ficam atolados em si
Parados em volta

Palavras já não me bastam
Abraços já não convencem
Cumprimentos no vazio
Busco o silêncio

Pego a força renovada
Que há de emergir de mim
Nova estória a contar
Ou o fim.

3.30.2011

o caminho

Eu nunca havia reparado. Sempre percorri esse caminho, mas nunca havia reparado. Esse percurso, onde já passei com pressa, pensando na próxima reunião, no próximo projeto, pendurado em uma ligação, tentando resolver problemas de outrem. Já fiz o caminho inverso, devagar, carregando minhas culpas, meus problemas, indo de volta ao descanso, por vezes choroso até, ou então esperançoso por algo que estava por vir.

O caminho em si, sempre foi o mesmo. A sorte de morar em um bairro arborizado me fez percorrer um espaço protegido por árvores e, conforme o tempo foi passando, sentindo-me um pouco oprimido, por muros cada vez mais altos, forçando-me a uma individualidade, a uma solidão que eu nem mesmo percebia que adentrava em mim. E para ignorar isso, me punha a ouvir alguma música pelos ouvidos, completando, assim, meu total isolamento com o pedaço de rua recebia meus passos.

Lembro-me que comecei a percorrer esse caminho muito jovem, com meu pai, para ir à escola. Ele caminhava comigo todas as manhãs, inclusive nos dias chuvosos, que íamos brincando de desviar das poças d’água, para nós dois evitarmos uma bronca de minha mãe quando chegássemos em casa, e ela percebesse minhas meias e minhas roupas molhadas. O caminho, que demorava uns 15 minutos, se transformavam para mim em 15 minutos de perguntas intermináveis sobre o céu, o ar, o mar, e até a pequena plantinha que teimava em nascer pela rachadura do asfalto. E ele respondia, sorrindo, inventando soluções mirabolantes apenas para agradar um menino de 8 anos.

Depois, o caminho me levava ao clube onde somos sócios. Logicamente não era o mesmo, mas o início dele é no mesmo começo, que percorro até hoje. Afinal, o início é sempre o mesmo para todos, não importando para onde iremos. Ainda tinha a companhia de meu pai, protetor, contra a imensa avenida que cruzava nosso caminho. Íamos felizes, as vezes nós dois, as vezes com minha irmã e com minha mãe, percorrendo para um destino que invariavelmente nos traria um pouco de alegria e diversão, no clube, que era uma pequena extensão de nossa casa.

Quando entrei no colegial, comecei a percorrer o caminho para escola sozinho. A sensação de independência era fantástica. De repente, eu era o dono da rua e da calçada. Um caminho quase secreto, ensinado para mim pelo meu pai, no qual continha uma magia que meus olhos hoje já não podem explicar, porém, o coração sempre sentiu. Apostava corrida comigo mesmo, brincava de atravessar as calçadas só pelo prazer de descobrir o que havia na outra margem, criava estórias, contava casos. Tudo isso nos 15 minutos que se passavam.

Um dia, percorri o caminho com meu pai, mas voltei sozinho. Algo tinha acontecido. Algo que eu tinha certeza, em toda minha insegurança de adolescente, que nada mais seria o mesmo. Nesse dia, demorei o dobro do tempo para voltar. O caminho parecia sombrio, escuro, apesar do sol e da sombra acolhedora das árvores, que permitiam que fachos de luz passassem, para me iluminar. Finalizada a caminhada, meu medo se realizou. Meu pai saíra de casa, e não retornaria mais.

Nos primeiros meses que se passaram, evitei o caminho. Preferia ir pela avenida barulhenta e apertada, um reflexo de como eu estava. Olhava somente para o chão, para o asfalto preto, sem sentimentos, duro, tedioso. Via os carros passando em alta velocidade, sem destino, sem parar para apreciar o perfume que exalava dos canteiros. Na época, eu queria ser um carro. Para ir rápido e sem destino, somente correr, e sumir do meu próprio horizonte.

Mas não resisti, e voltei ao meu caminho. O segredo do caminho havia sumido, era só mais um caminho. Foi quando eu comecei a enfiar músicas pelos ouvidos. Em um dos cruzamentos, havia um cadeirante, vendedor de balas, que sempre me cumprimentava e sorria. Eu, educado para ser polido, o cumprimentava de volta, mas sem expressão. E todo dia, isso se repetia, mas eu estava absorto em meus problemas e mágoas, e o cumprimentava mecanicamente. E voltava a focar na música, numa forma de não permtir uma conversa posterior.

Me acostumei com o caminho. Ele me levava, eu o percorria, e nossa relação ficou fria. Mas a magia estava escondida em algum lugar, querendo aparecer de novo, esperando o meu retorno. Nesse costume, o percorri com grandes amores, sozinho, em direção ao meu futuro, percorrendo meu passado, e também em direção nenhuma, somente pensando, tentando digerir tudo o que acontecera comigo.

Hoje eu percebi. O caminho, que agora se tornou o percurso de uma pessoa nascendo para a vida adulta, que corre em direção ao trabalho, ao dinheiro, aos problemas, aos sonhos. Eu o percorri hoje, e encontrei o vendedor de balas, que parece que me persegue há quase 10 anos. De novo, ele me cumprimentou e sorriu. E eu, o cumprimentei. Mas, sem querer, escapou um sorriso meu de volta. E ele sorriu mais ainda. Imediatamente, a magia voltou.

Reconheci naquele sorriso toda a história do caminho que me carrega. Comecei a torcer para o sinal abrir, e eu poder atravessar o quanto antes e continuar minha caminhada. Não queria demonstrar para aquele humilde vendedor de balas que o turbilhão de emoções guardado em mim começou a jorrar pelos meus olhos. E a partir daí, cada flor, cada pedaço de calçada, grama e asfalto voltaram a falar comigo, como se o menino de 8 anos estivesse passando ali, e não o homem ocupado. Aquele sorriso, insistente por quase dez anos, estava ali para me lembrar de sorrir também. Me fez lembrar do sorriso de meu pai, e da forma como eu dava risada com as histórias sem sentido que ele me contava. E, junto com o jorro dos meus olhos, comecei a rir, e gargalhar. Cheguei ao meu destino mais leve, e profundamente agradecido pelo vendedor de balas, que com um simples sorriso, insistiu para eu que eu voltasse a sorrir.

Acho que amanhã irei comprar uma bala.

3.28.2011

Tão sublime momento

Que é o da incerteza

Onde o coração bate

Pela promessa feita

Lugar que as cores jorram

O olhar se aprimora

As rosas desabrocham

E as pétalas me confortam

Tudo vira sinal

Tudo transforma-se em sim

A promessa é real

O amor se instala

Mas também vira não

O medo controla

E a rejeição?

As cores ficam cinzas

Tão sublime o momento

Que não sabemos controlar

Só conseguimos apaixonar

E outra vez, ao abrir asas

Um novo vôo alçar

3.24.2011

Talvez eu esteja sorrindo à toa
Talvez eu deixe vir à tona
O acaso que o destino trouxe
Talvez o chame de Deus

Parece um sentido novo
Confuso como todos
Mas alegra ao peito
E me traz um desejo

Talvez eu grite para você ouvir
Talvez só fique por aqui
Talvez eu chegarei de repente
Talvez te surpreenderei positivamente

Talvez você me ame
Talvez nos descobriremos
Talvez eu possa te carregar
E eu possa ser levado

A minha exatidão é inexata
E minhas promessas são vagas
Amar-te-ei por toda a duração de um segundo
Desde que esse segundo dure um século

Talvez eu possa me perder
Talvez você me encontre
E trilhe comigo um caminho
Que me leva até você

3.23.2011

E se tivéssemos chances limitadas
E se estourássemos nossas cotas
E nem percebemos

Será que meu tempo já foi?
Haverei de me conformar?
Ao não poder amar

Terei a angústia dominar?
Viver sem esperar
O limbo a me aguardar?

Passar a te olhar
Desalento ao saber
Mas num sincero rezar

Espero que você ainda possa me amar

3.22.2011

Lanço-me ao vazio
Descontrução total
Tentativa de não ser mais
Cortar aquele fio fatal

Tudo adquire uma nova versão
Tudo pode ser novamente revisto
É o local aonde nunca existiu o não
É onde luto e insisto


Completa confusão
Aonde estão meus valores?
O que são minhas certezas?
E onde ficam minhas vontades?

Já não sei mais o que é medo
O que é instinto
O que é divino
Nada mais é segredo

Se te amo intensamente
Se é só fogo que se apaga
Se cultivo uma semente
Se me afasto discretamente

Culpa da minha mente.

copo que transborda

Somos um copo, e água é o amor. Normalmente estamos pela metade, aguardando ansiosamente que alguém ou algo nos encha até a boca. E na tentativa desesperada de completar-nos, acabamos roubando água dos outros, na vã esperança de sentirmos todo o amor. Também roubam a água de nós, e sentimo-nos esgotados.

Porém, algumas vezes conseguimos encher o copo. Com o amor, que brota do fundo de nós mesmos. Com uma simplicidade divina. E nos sentimos bem. Tão bem, que transbordamos.

O amor transbordou. Ele saiu do copo, mas não pertence mais ao copo. Pertence ao todo. E é uma parte da água do copo.

Imagine vários copos transbordando. A mesa, aonde os copos estão, agora está molhada desse excesso de amor. Cada pouco de água que transborda se junta aos outros poucos de água que transbordaram também...

As vezes, quando menos percebemos, estamos todos ligados pelo amor que transbordou. Ninguém precisa dele para se completar (porque estamos transbordando), mas simplesmente estamos todos imersos num amor imenso, aonde somos tudo e somos um só.

Bem vindos à virtude do amor.

3.21.2011

sonhos

Se eu tivesse que admitir um vício
Diria que sonho demais
As vezes esqueço de estar
Para somente sonhar

Mas não pode ser por mal
É porque lá, tu vives
E eu crio meu mundo ideal

Porque nos sonhos
Você pede por meu colo
Olha nos meus olhos
E eu agradeço por estar

Porque nos sonhos
Não é necessário falar
Seu carinho me basta
Seu toque me conforta

Porque nos sonhos
viramos perfeição
Tornamo-nos amor
Juntamos o coração

Mas como qualquer vício
Tem seu malefício:
É apenas sonho
E acordo para sonhar de novo.

2.14.2011

“as vezes você fica oculta. As vezes aparece com força. Não consigo explicar, deve ser parte do todo que forma o meu eu. É aquela vontade de estar, querer compartilhar.

Deve ser a mais profunda carência que aparece, quando olho os outros naquele momento, aquele momento que não posso desfrutar agora. Já o desfrutei, mas agora é o vazio.

É a vontade de viver a vida burguesa, de contemplar os sábados à noite, os passeios no parque, as risadas incontidas, os segredos feitos à dois. É criar o momento mais puro, o de maior perdição, de contemplar as formas, acariciar os sentidos, chorar juntos.

Talvez eu queria poder divagar, imaginar, viajar, mas sempre seguro por aquele envolto que só a intimidade pode criar. São as estórias a criar, músicas para marcar, locais para lembrar.

Não é a busca pelo passado, nem a promessa de um futuro. É o presente, somente ele no qual podemos lidar todas nossas expectativas, nossos sonhos, nossos mundos, nossos futuros.

Poderia clamar pela injustiça, mas estaria me rendendo ao meu egoísmo. Poderia valorizar a falta de, dizer “por quê?”, tentar a qualquer preço. Porém, há de se entender que não se pode mandar em sentimentos, apenas aprender a conviver com esses seres que constroem a graça da vida, e sempre fazem pouco caso de nossas escolhas, como se dissessem “tu razão, saibas que não controlas nada, nós que estamos aqui vamos dizer aonde ir, a ti só poderás tentar explicar, nunca mandar”.

Mas fico feliz de você aparecer. Apesar de parecer que dói, posso inverter e dizer que sou eu mesmo tentando dizer que meu tempo pregresso se foi, o novo aparecerá, e o que busca não é mais somente o prazer, o imediato, o engraçado. Buscas agora o que te faz crescer, florescer, sobreviver.”

2.10.2011

sou quem sou
sou quem não sou
sou quem me dizem que sou
vivo ao procurar o eu

sou o mal
sou o bem
sou a união dos dois
que se tornam um

certo eu sou
errado eu faço
tranquilo falo
agitado me calo

tantas definições
dicotomia que nada diz
porque não importa
porque sou o que não sou.

2.08.2011

planeja, insiste, cumpre.
sonha, deseja, corre.
sacrifica, objetivo, destino.

muro.

indecisão, rompimento.
frustração, incompreensão.
recomeço, pensamento.

resiliência.


1.31.2011

Viva a noite
Solte-se e esqueça o amanhã
Festeje
Hoje é o melhor dia da sua vida

Carpe diem
Não há preocupação tão grande
O mundo é uma festa eterna
Busque seu prazer

Pobres coitados
Mal percebem que estão controlados
Impelidos a não pensar
A não reagir, só curtir

Porque felicidade não é só prazer
Carpe diem não é só esquecer
Não é importante enriquecer

perfeição

Buscamos sempre a perfeição. Queremos sempre melhorar, ser o melhor em algo, se aperfeiçoar. É uma luta constante contra nós mesmos, para estarmos sempre um passo a frente, sempre mais desenvolvido, praticamente agradando ao ego. Lutamos no presente para vislumbrarmos o futuro em detrimento do nosso próprio passado: "eu era assim antes, agora melhorei, sou uma pessoa melhor". E buscamos algo que nem sabemos direito o que é. Afinal, o que é a perfeição? O que define perfeito? Algo que não pode ser melhor? Isso é mensurável?

Chego a simples conclusão que perfeito e perfeição não possíveis de existir. Primeiro, porque essas duas palavras estão condicionadas à pessoa que as está utilizando, baseado em suas próprias experiências. Segundo, que qualquer outro fato pode ser acrescentado ao que consideramos perfeito, tornando-o ainda mais perfeito. Perfeição não é conclusiva, está limitada ao nosso próprio conhecimento, que imagino eu que está em constante mutação, e sempre outra pessoa pode mudar o seu conceito de perfeito, a qualquer momento. Ou então ter conceitos diferentes sobre a perfeição.

Toda essa luta se torna em vão. A busca insensata pelos momentos perfeitos nos faz entrar em um círculo vicioso no qual nunca chegaremos ao ponto desejado, porque ele não existe. Veja, nada contra querer trabalhar seus pontos de vida. Mas a corrida atrás de algo que não existe, nos faz perder algo muito mais precioso, que nos pertence desde o momento que somos concebidos: a vida.

A vida não é uma busca. É somente viver.

1.05.2011

2011

"nesse novo ciclo,
Vou em busca daquilo que não é factível
Somente ouvido
Poucas vezes sentido

Quero a mentira sincera
Ao invés de meias verdades
Rogo pela luta intensa
Ao contrário da paz armada.

Tentarei ser fogo
Serei calmo
Voarei longe

Bastarei nas palavras
Me esbaldarei no nada
Vou em busca da pessoa amada."