11.21.2011
brilho
11.07.2011
9.26.2011
6.22.2011
velha terra
6.14.2011
estória
6.07.2011
garotos
Leoni já escreveu o que eu queria dizer...
Seus olhos e seus olhares
Milhares de tentações
Meninas são tão mulheres
Seus truques e confusões
Se espalham pelos pêlos
Boca e cabelo
Peitos e poses e apelos
Me agarram pelas pernas
Certas mulheres como você
Me levam sempre onde querem
Garotos não resistem
Aos seus mistérios
Garotos nunca dizem não
Garotos como eu
Sempre tão espertos
Perto de uma mulher
São só garotos
Seus dentes e seus sorrisos
Mastigam meu corpo e juízo
Devoram os meus sentidos
Eu já não me importo comigo
Então são mãos e braços
Beijos e abraços
Pele, barriga e seus laços
São armadilhas e eu
não sei o que faço
Aqui de palhaço
Seguindo seus passos
Garotos não resistem
Aos seus mistérios
Garotos nunca dizem não
Garotos como eu sempre tão espertos
Perto de uma mulher
São só garotos....
São só garotos....
Se espalham pelos pêlos
Boca e cabelo
Peitos e poses e apelos
Me agarram pelas pernas
Certas mulheres como você
Me levam sempre onde querem
Garotos não resistem
Aos seus mistérios
Garotos nunca dizem não
Garotos como eu
Sempre tão espertos
Perto de uma mulher
Garotos não resistem
Aos seus mistérios
Garotos nunca dizem não
Garotos como eu
Sempre tão espertos
Perto de uma mulher
São só garotos...
Perto de uma mulher
São só garotos...
Perto de uma mulher
São só ... garotos...
5.25.2011
fatos da vida.
Você deve estar se perguntando nesse momento o que se trata essa tal de síndrome de Santo Antônio
Basicamente, toda garota pela qual me interesso ou me interessei nos últimos anos arrumou um namorado ou voltou com o ex-namorado. Em alguns casos, houve até noivado, o que me coloca no rumo certo da canonização pelo Vaticano.
Tire esse sorrisinho da cara, pois a minha situação não é nada engraçada. Eu não pedi esse “poder divino”. Aliás, eu odeio o fato de exercer esse tipo de influência no destino das pessoas. Mas, é inevitável que isso vem se tornando algo deveras desagradável.
Tudo começa mais ou menos assim:
Rafael: Nossa, cara. To afim da X, hein. Vou investir.
Amigo: Boa, garoto. Vale a pena. Boto fé.
Rafael: Valeu, amigo.
Começo a investir na garota. Chamo pra sair, masco, masco, converso e combinamos um dia pra sair.
A partir do momento que desenvolvo o interesse e começo a conversar com a garota, há uma espécie de pequenas coincidências organizadas ao acaso no universo que contribuem para os seguintes casos:
Menina 1: Nossa, Rafa. Acho que o cinema não vai rolar.
Rafael: Ah, por que não?
Menina 1: Então… é que eu voltei com o meu namorado. Percebi que eu amo aquele cara mais do que tudo no mundo e morreria se não voltasse com ele. Vamos no cinema amanhã. Digo, não eu e você, mas eu e ele.
Rafael: Ok. Morra.
Na maioria dos casos, o fato de chamar a garota pra sair desperta nela sentimentos adormecidos pelo ex-namorado que até então ela ignorava. E eles voltam com tudo.
Outra situação hipotética da Síndrome de Santo Antônio:
Rafael: E ai, fulaninha. Tá de pé aquela nossa saída, né?
Menina 2: Claro, Rafa! Nossa, hoje vou numa festa. To meio desanimada, mas né? Tenho que ir.
Rafael: Pow, vai lá. Boa festa. Aproveita.
Menina 2: Pode deixar que aproveito sim.
No dia seguinte…
Rafael: E aí moça, como foi a festa?
Menina 2: Perfeita, Rafa. Fiquei com o Fulaninho. Foi tão lindo.
Rafael: Legal.
Dois dias depois…
Menina 2: Raaaaaaaaaaaaaaaafa!!!!!
Rafael: Eu! (com um sorriso na cara e uma felicidade extrema por não ter sido eu a puxar papo dessa vez)
Menina 2: TO NAMORANDO. NA-MO-RAN-DO! TENHO UM NAMORADO E ELE NÃO É VOCÊ.
Rafael: … (Acabou de se enforcar no quarto).
Chega a ser irritante esse tipo de coisa. Não sei se já contei aqui no blog, mas no carnaval de 2007 (o ano em que eu estava demais no quesito ‘pegar mulher’) fiquei com uma garota. Era na cidade de Raul Soares, conhecida pelos términos de namoro às vésperas da grande festa da carne.
Não sabia que a garota em questão era adepta dessa prática até o momento em que, abraçados, ela olha para o Trio Elétrico do mestre Luciano Olimpo e se depara com o ex-namorado rebolando, dançando e chamando a atenção das outras fêmeas no local.
Obviamente ela me largou e voltou com o cara…
Sim, amigos. Acredito que em breve, dentro de alguns anos, terei igrejas construidas em meu nome ostentando várias imagens e esculturas com a minha aparência. Meu apartamento se tornará um lugar santo, visitado por mulheres de todos os cantos do mundo (que não terão o menor interesse sexual ou amoroso em mim, por assim dizer).
Pesquisando na internet não achei nenhuma cura para a Síndrome de Santo Antônio, o que diminuiu um pouco as minhas esperanças. Mas, como sou um cara que está sempre de bem com a vida, não vou me deixar abater. Com grandes poderes vem grandes responsabildades, mesmo que sexo não seja uma delas.
Com tanto santo legal por aí, com poderes legais, me sobrou logo aquele com o poder de fazer as pessoas se casarem. Sacanagem comigo, hein Deus? Seu fanfarrão.
Rafa Barbosa, eu compartilho sua dor. Também tenho esse poder...
escrever
5.24.2011
5.23.2011
trechos
"Eu não vou esquecer. Por anos achei que eu poderia esquecer, remover de mim, começar do zero. Esse tipo de coisa não existe. Nunca existirá. Fico imaginando, hoje, porque eu achava que algo assim iria acontecer. Esquecer. Para mim, esquecer, somente assuntos sem importância. O que me marca, não esqueço. Posso até bloquear, mas não esqueço."
"É o medo. O medo de encarar de frente, achar que nos magoaremos ainda mais. É o medo do novo. Medo de ser magoado de novo. Medo. Medo. Palavra pequena, significado enorme."
"Há de se aprender que deixar para trás não é esquecer. É crescer. É absorver, e com isso, seguir em frente. Nada voltará. Porque será que ficamos esperando isso? Porque nos prendemos tanto ao passado, a algo que sabemos que não teremos mais? E se tivermos, nunca será igual ao que era. Somos constante mudança. Independente para que lado vamos, estamos sempre indo. Ficar parado é um contrassenso, e uma ilusão. E, sinceramente, a ilusão que eu quero é o do meu mundo da imaginação. O mundo da criança, que talvez, hoje, eu saiba deixar aparecer mais."
"Ouvimos sempre que o problema é a sociedade. Ela é mal, ela corrompe, leva você no turbilhão da correria e do estresse, sem deixar tempo de pensarmos, de vivermos, de sermos. Ora, a sociedade é formada por nós mesmos! Quem é o culpado? Paremos de transferir nossas falhas à outrem. Todos somos tão falhos, que é injusto transferirmos nossas falhas para outra pessoa. E até porque, se transferirmos nossas falhas, com o que iremos trabalhar para melhorar? Com o nada, que sobrou em nós? Somos constante mudança."
"Peço que nos libertemos de nós mesmos. E isso não quer dizer esquecer. É juntar tudo o que temos, parar, avaliar, jogar fora o que não precisa, guardar o que amamos, e continuar a andar."
"Um dia sempre perceberemos que a grande cicatriz que levamos no coração na verdade é apenas um arranhão na pele, que nem marca deixa. Depende de como cuidamos."
"Agradeço à todo meu passado. Ele me fez ser a pessoa que sou hoje. Toda a alegria, toda a dor, todo o mistério, todo o conhecimento, me deixou preparado para o desconhecido.'
"Eu quero que você venha comigo. Mas não peço. Ofereço. A sua liberdade fará você vir. Ou me fará perceber que devo ir."
"Imaginem que não existe ninguém que te ame incondicionalmente. Você amaria incondicionalmente, mesmo assim?"
"Sabedoria é perceber a beleza em cada gesto, de cada pessoa, a todo momento."
5.17.2011
composição
5.11.2011
4.25.2011
começou, não pára.
4.18.2011
difícil
4.11.2011
aonde fica?
Não sei se sabes
Tu me irritas
Por fazer-me pensar em ti
Mais do que eu deveria
Não sei se sabes
Seu tempo não é o meu
E me deixa ansioso
Por um beijo seu
Creio que sabes
E o fazes, por querer
Provar-te-ei
Que mereço tal prazer
Não sei sabes
Tu me exaspera
Me deixa na espera
Com esperanças sinceras
Quero que saibas
Que quero que me queira
Que me queira como te quero
Que vivamos um só querer
4.06.2011
interesso-me
a cabana
Criança, eu gostava de viver no meu mundo particular, aonde me protegia em uma pequena cabana, que montava com todo o esforço dos meus 8 anos. Era só afastar a cama, colocar os lençóis presos, e pronto. Aí estava meu refúgio particular, que defendia de exércitos inimigos, escondia dentro de uma selva perigosa, ou mesmo, usava para minhas pesquisas “científicas”. Não raro, minha mãe me encontrava lá, dormindo, e me levava para a cama.
Conforme o tempo ia passando, eu inventava novas formas, novas sofisticações para deixar minha cabana ainda mais resistente e aconchegante. Roubava as almofadas da sala e usava como cama, separava a “cozinha” da “sala e da “despensa”, criava saídas secretas (normalmente, era rastejar por baixo da cama), levava lanternas, bolachas, e acreditava piamente que conseguiria passar uma semana entocado lá.
Não me lembro quando foi a última vez que fiz minha cabana. Provavelmente, eu já deveria estar grande demais para entrar no exíguo espaço que ela oferecia, e eu queria explorar espaços maiores, mais desafiadores. Me escondia pelas garagens do prédio, explorava os jardins (quase sempre levando bronca do zelador do condomínio por estar pisando nas pobres plantinhas que vivam num espaço minúsculo), explorava os andares do prédio subindo e descendo as escadas... . E por fim, abandonei minha cabana, pequena na imensidão do universo novo para explorar.
Mas como desejo voltar para a cabana! Fico imaginando, hoje, me espremendo no mesmo espaço que eu ficava confortavelmente há tempos atrás, só para poder reviver o meu universo particular. Ter o lugar para correr quando o mundo adulto desaba (e sim, ele desaba, com uma facilidade incrível, que não percebemos quando criança), me esconder, me proteger, me preparar para a nova batalha do dia a dia.
E, se fosse hoje, o que eu levaria comigo? Provavelmente, quase nada. Deixaria todas as máscaras do mundo adulto do lado de fora, e junto com elas, alguns pensamentos perversos que as vezes circundam minha cabeça. Deixaria entrar a compaixão, a honestidade, a bondade que está dentro de mim, e encontraria lá um lugar seguro para viver com merecemos, e não como o mundo nos pede.
Levaria também a pessoa que compartilhará meu mundo, mesclando com o dela. Deixaria até ela fazer algumas pequenas mudanças, trazer algo seu, para acrescer ao meu universo. E criaremos um novo mundo, mágico, onde partilharemos nossos melhores sorrisos, nossos amores sinceros, e lidaremos com nossos medos. E quando sairmos de lá, aprenderemos a levar nossa pequena cabana no coração, para guardar nela tudo o que há de melhor em nós, e mais ainda, para podermos convidar mais pessoas a conviver dentro da cabana, e, por fim, transformá-la em nosso mundo.
4.01.2011
mais do mesmo
3.30.2011
o caminho
Eu nunca havia reparado. Sempre percorri esse caminho, mas nunca havia reparado. Esse percurso, onde já passei com pressa, pensando na próxima reunião, no próximo projeto, pendurado em uma ligação, tentando resolver problemas de outrem. Já fiz o caminho inverso, devagar, carregando minhas culpas, meus problemas, indo de volta ao descanso, por vezes choroso até, ou então esperançoso por algo que estava por vir.
O caminho em si, sempre foi o mesmo. A sorte de morar em um bairro arborizado me fez percorrer um espaço protegido por árvores e, conforme o tempo foi passando, sentindo-me um pouco oprimido, por muros cada vez mais altos, forçando-me a uma individualidade, a uma solidão que eu nem mesmo percebia que adentrava em mim. E para ignorar isso, me punha a ouvir alguma música pelos ouvidos, completando, assim, meu total isolamento com o pedaço de rua recebia meus passos.
Lembro-me que comecei a percorrer esse caminho muito jovem, com meu pai, para ir à escola. Ele caminhava comigo todas as manhãs, inclusive nos dias chuvosos, que íamos brincando de desviar das poças d’água, para nós dois evitarmos uma bronca de minha mãe quando chegássemos em casa, e ela percebesse minhas meias e minhas roupas molhadas. O caminho, que demorava uns 15 minutos, se transformavam para mim em 15 minutos de perguntas intermináveis sobre o céu, o ar, o mar, e até a pequena plantinha que teimava em nascer pela rachadura do asfalto. E ele respondia, sorrindo, inventando soluções mirabolantes apenas para agradar um menino de 8 anos.
Depois, o caminho me levava ao clube onde somos sócios. Logicamente não era o mesmo, mas o início dele é no mesmo começo, que percorro até hoje. Afinal, o início é sempre o mesmo para todos, não importando para onde iremos. Ainda tinha a companhia de meu pai, protetor, contra a imensa avenida que cruzava nosso caminho. Íamos felizes, as vezes nós dois, as vezes com minha irmã e com minha mãe, percorrendo para um destino que invariavelmente nos traria um pouco de alegria e diversão, no clube, que era uma pequena extensão de nossa casa.
Quando entrei no colegial, comecei a percorrer o caminho para escola sozinho. A sensação de independência era fantástica. De repente, eu era o dono da rua e da calçada. Um caminho quase secreto, ensinado para mim pelo meu pai, no qual continha uma magia que meus olhos hoje já não podem explicar, porém, o coração sempre sentiu. Apostava corrida comigo mesmo, brincava de atravessar as calçadas só pelo prazer de descobrir o que havia na outra margem, criava estórias, contava casos. Tudo isso nos 15 minutos que se passavam.
Um dia, percorri o caminho com meu pai, mas voltei sozinho. Algo tinha acontecido. Algo que eu tinha certeza, em toda minha insegurança de adolescente, que nada mais seria o mesmo. Nesse dia, demorei o dobro do tempo para voltar. O caminho parecia sombrio, escuro, apesar do sol e da sombra acolhedora das árvores, que permitiam que fachos de luz passassem, para me iluminar. Finalizada a caminhada, meu medo se realizou. Meu pai saíra de casa, e não retornaria mais.
Nos primeiros meses que se passaram, evitei o caminho. Preferia ir pela avenida barulhenta e apertada, um reflexo de como eu estava. Olhava somente para o chão, para o asfalto preto, sem sentimentos, duro, tedioso. Via os carros passando em alta velocidade, sem destino, sem parar para apreciar o perfume que exalava dos canteiros. Na época, eu queria ser um carro. Para ir rápido e sem destino, somente correr, e sumir do meu próprio horizonte.
Mas não resisti, e voltei ao meu caminho. O segredo do caminho havia sumido, era só mais um caminho. Foi quando eu comecei a enfiar músicas pelos ouvidos. Em um dos cruzamentos, havia um cadeirante, vendedor de balas, que sempre me cumprimentava e sorria. Eu, educado para ser polido, o cumprimentava de volta, mas sem expressão. E todo dia, isso se repetia, mas eu estava absorto em meus problemas e mágoas, e o cumprimentava mecanicamente. E voltava a focar na música, numa forma de não permtir uma conversa posterior.
Me acostumei com o caminho. Ele me levava, eu o percorria, e nossa relação ficou fria. Mas a magia estava escondida em algum lugar, querendo aparecer de novo, esperando o meu retorno. Nesse costume, o percorri com grandes amores, sozinho, em direção ao meu futuro, percorrendo meu passado, e também em direção nenhuma, somente pensando, tentando digerir tudo o que acontecera comigo.
Hoje eu percebi. O caminho, que agora se tornou o percurso de uma pessoa nascendo para a vida adulta, que corre em direção ao trabalho, ao dinheiro, aos problemas, aos sonhos. Eu o percorri hoje, e encontrei o vendedor de balas, que parece que me persegue há quase 10 anos. De novo, ele me cumprimentou e sorriu. E eu, o cumprimentei. Mas, sem querer, escapou um sorriso meu de volta. E ele sorriu mais ainda. Imediatamente, a magia voltou.
Reconheci naquele sorriso toda a história do caminho que me carrega. Comecei a torcer para o sinal abrir, e eu poder atravessar o quanto antes e continuar minha caminhada. Não queria demonstrar para aquele humilde vendedor de balas que o turbilhão de emoções guardado em mim começou a jorrar pelos meus olhos. E a partir daí, cada flor, cada pedaço de calçada, grama e asfalto voltaram a falar comigo, como se o menino de 8 anos estivesse passando ali, e não o homem ocupado. Aquele sorriso, insistente por quase dez anos, estava ali para me lembrar de sorrir também. Me fez lembrar do sorriso de meu pai, e da forma como eu dava risada com as histórias sem sentido que ele me contava. E, junto com o jorro dos meus olhos, comecei a rir, e gargalhar. Cheguei ao meu destino mais leve, e profundamente agradecido pelo vendedor de balas, que com um simples sorriso, insistiu para eu que eu voltasse a sorrir.
Acho que amanhã irei comprar uma bala.
3.28.2011
Tão sublime momento
Que é o da incerteza
Onde o coração bate
Pela promessa feita
Lugar que as cores jorram
O olhar se aprimora
As rosas desabrocham
E as pétalas me confortam
Tudo vira sinal
Tudo transforma-se em sim
A promessa é real
O amor se instala
Mas também vira não
O medo controla
E a rejeição?
As cores ficam cinzas
Tão sublime o momento
Que não sabemos controlar
Só conseguimos apaixonar
E outra vez, ao abrir asas
Um novo vôo alçar
3.24.2011
3.23.2011
3.22.2011
copo que transborda
3.21.2011
sonhos
Diria que sonho demais
As vezes esqueço de estar
Para somente sonhar
Mas não pode ser por mal
É porque lá, tu vives
E eu crio meu mundo ideal
Porque nos sonhos
Você pede por meu colo
Olha nos meus olhos
E eu agradeço por estar
Porque nos sonhos
Não é necessário falar
Seu carinho me basta
Seu toque me conforta
Porque nos sonhos
viramos perfeição
Tornamo-nos amor
Juntamos o coração
Mas como qualquer vício
Tem seu malefício:
É apenas sonho
E acordo para sonhar de novo.
2.14.2011
“as vezes você fica oculta. As vezes aparece com força. Não consigo explicar, deve ser parte do todo que forma o meu eu. É aquela vontade de estar, querer compartilhar.
Deve ser a mais profunda carência que aparece, quando olho os outros naquele momento, aquele momento que não posso desfrutar agora. Já o desfrutei, mas agora é o vazio.
É a vontade de viver a vida burguesa, de contemplar os sábados à noite, os passeios no parque, as risadas incontidas, os segredos feitos à dois. É criar o momento mais puro, o de maior perdição, de contemplar as formas, acariciar os sentidos, chorar juntos.
Talvez eu queria poder divagar, imaginar, viajar, mas sempre seguro por aquele envolto que só a intimidade pode criar. São as estórias a criar, músicas para marcar, locais para lembrar.
Não é a busca pelo passado, nem a promessa de um futuro. É o presente, somente ele no qual podemos lidar todas nossas expectativas, nossos sonhos, nossos mundos, nossos futuros.
Poderia clamar pela injustiça, mas estaria me rendendo ao meu egoísmo. Poderia valorizar a falta de, dizer “por quê?”, tentar a qualquer preço. Porém, há de se entender que não se pode mandar em sentimentos, apenas aprender a conviver com esses seres que constroem a graça da vida, e sempre fazem pouco caso de nossas escolhas, como se dissessem “tu razão, saibas que não controlas nada, nós que estamos aqui vamos dizer aonde ir, a ti só poderás tentar explicar, nunca mandar”.
Mas fico feliz de você aparecer. Apesar de parecer que dói, posso inverter e dizer que sou eu mesmo tentando dizer que meu tempo pregresso se foi, o novo aparecerá, e o que busca não é mais somente o prazer, o imediato, o engraçado. Buscas agora o que te faz crescer, florescer, sobreviver.”
2.10.2011
2.08.2011
1.31.2011
Solte-se e esqueça o amanhã
Festeje
Hoje é o melhor dia da sua vida
Carpe diem
Não há preocupação tão grande
O mundo é uma festa eterna
Busque seu prazer
Pobres coitados
Mal percebem que estão controlados
Impelidos a não pensar
A não reagir, só curtir
Porque felicidade não é só prazer
Carpe diem não é só esquecer
Não é importante enriquecer
perfeição
Chego a simples conclusão que perfeito e perfeição não possíveis de existir. Primeiro, porque essas duas palavras estão condicionadas à pessoa que as está utilizando, baseado em suas próprias experiências. Segundo, que qualquer outro fato pode ser acrescentado ao que consideramos perfeito, tornando-o ainda mais perfeito. Perfeição não é conclusiva, está limitada ao nosso próprio conhecimento, que imagino eu que está em constante mutação, e sempre outra pessoa pode mudar o seu conceito de perfeito, a qualquer momento. Ou então ter conceitos diferentes sobre a perfeição.
Toda essa luta se torna em vão. A busca insensata pelos momentos perfeitos nos faz entrar em um círculo vicioso no qual nunca chegaremos ao ponto desejado, porque ele não existe. Veja, nada contra querer trabalhar seus pontos de vida. Mas a corrida atrás de algo que não existe, nos faz perder algo muito mais precioso, que nos pertence desde o momento que somos concebidos: a vida.
A vida não é uma busca. É somente viver.